Inspiração

Contrate quem luta: MTST tem plataforma que aproxima ofertas de serviços de trabalhadores

15 • 12 • 2021 às 10:18
Atualizada em 17 • 12 • 2021 às 10:38
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Você já ouviu falar no aplicativo Contrate Quem Luta? O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), uma das maiores organizações de luta por moradia do Brasil, lançou um aplicativo para que moradores das ocupações possam prestar serviços de quem precisa contratar.

O aplicativo conecta profissionais a quem deseja contratar. Segundo os criadores do app, a ideia é fortalecer economicamente os trabalhadores das ocupações e fazer com que seus serviços sejam divulgados para pessoas que apoiam a luta do MTST.

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MTST anuncia lançamento de plataforma para conectar trabalhadores do movimento a contratantes em meio à retomada econômica no pós-pandemia 

Existe uma grande gama de profissionais que utilizam a plataforma. Por lá, você pode encontrar balconista, babá, cabeleireira, churrasqueiro, contador, costureira, cozinheira, cuidadora, designer de sobrancelhas, diarista. Além disso, há serviços como DJ, eletricista, faxineira, garçonete, gesseiro, manicure, metalúrgico, mestre de obras, motorista, motofretista.

Segundo Gabriel Simeone, um dos coordenadores do MTST, a ferramenta não cobra comissões pela conexão que faz entre os profissionais e os contratantes e não terá esse fim.

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“A ferramenta só faz a intermediação entre quem procura e quem oferece trabalho, ou seja, não tratamos nem de valores, nem de nenhum outro combinado, só colocamos em contato”, esclarece Gabriel Simeone à Rede Brasil Atual.

De acordo com o coordenador do movimento de lutas, com a intensificação da crise econômica por conta da pandemia de covid-19, uma necessidade de ampliar a renda dos trabalhadores do MTST surgiu, inclusive como forma de combate à fome. “A pandemia levou isso a outro patamar, porque passou a existir fome onde não havia. E com o fim do auxílio emergencial as coisas vão piorar muito”, preocupa-se Gabriel.

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