Tecnologia

DNA pode virar forma poderosa de armazenamento de dados, diz estudo

Vitor Paiva - 21/12/2021 | Atualizada em - 24/12/2021

Sendo o DNA capaz de armazenar todas as informações genéticas em cada ser vivo, é natural imaginar o composto orgânico também conhecido como ácido desoxirribonucleico feito fosse um HD ou um chip super poderoso.

Pois, mais do que imaginar, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Geórgia, na cidade de Atlanta, nos EUA, colocou essa comparação na prática, desenvolvendo um chip capaz de multiplicar em 100 vezes a qualidade e a capacidade atual de armazenamento de dados em DNA, uma forma mais compacta e durável que os outros meios de armazenamento que possuímos.

Chip DNA

O chip utilizará fitas de DNA para armazenar os dados

-Miles Davis e Deep Purple, são as primeiras músicas codificadas e armazenadas em DNA

Trata-se de um passo importante na direção do uso funcional de moléculas de DNA para substituir os discos rígidos modernos, que ocupam bastante espaço e possuem um tempo de vida curto, especialmente diante da imensa necessidade de armazenamento de hoje. O uso do DNA para os backups de dados permitirá, de acordo com as pesquisas, o arquivo de grandes quantidades de informação em espaços muito menores e por muito mais tempo – segundo os cientistas, se mantidos em baixa temperatura, os dados em DNA poderão sobreviver por milhares de anos.

A estrutura do DNA poderá revolucionar o armazenamento de dados

A estrutura do DNA poderá revolucionar o armazenamento de dados

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Para exemplificar a diferença, os pesquisadores afirmaram que, em DNA, seria possível armazenar todos os filmes já realizados em um objeto do tamanho de um cubo de gelo. “A quantidade de funções do nosso novo chip já é [cerca de] 100 vezes maior que os dispositivos comerciais atuais”, afirmou Nicholas Guise, pesquisador do Instituto, em reportagem da BBC News. “Depois que adicionarmos todos os controles eletrônicos – o que faremos no próximo ano do programa -, esperamos aprimorar em cerca de 100 vezes a tecnologia existente de armazenamento de dados em DNA”, concluiu.

Nicholas Guise, do GTRI

Nicholas Guise, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Geórgia

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O armazenamento funciona em fitas de DNA, formadas com adenina, citosina, timina e guanina, quatro elementos químicos que compõem a mólecula de DNA. A codificação de dados é similar ao código binário que a computação atual utiliza, com o zero, por exemplo, podendo ser representado pelas bases de adenina ou citosina, e o 1 pela timina ou guanina. O recorde atual de armazenamento de dados em DNA é de 200 MB concretizados em 24 horas, mas as pesquisas já vislumbram capacidades muito superiores, além das 100 vezes já alcançadas, em um futuro próximo, a fim de tornar tal tecnologia em um substituto viável para os discos rígidos atuais.

Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Geórgia

A equipe do Instituto que trabalha no desenvolvimento do chip de DNA

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© fotos 1, 3, 4: Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Geórgia/Divulgação

© foto 2: Pixabay


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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