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‘Get Back’: série documental confirma que Yoko Ono foi vítima do machismo e não teve nada a ver com o fim dos Beatles

Redação Hypeness - 02/12/2021 | Atualizada em - 06/12/2021

A série documental The Beatles: Get Back, dirigida por Peter Jackson e disponível no Disney+, conta uma história diferente do que os fãs da maior banda de rock de todos os tempos estão acostumados a ouvir. Especialmente no que se refere à participação de Yoko Ono, então namorada de John Lennon, na separação da banda. 

– Yoko Ono: o machismo e a verdade sobre uma das artistas mais importantes do mundo

Se “Let It Be“, filme de Michael Lindsay-Hogg lançado em 1970, alimentou por décadas a avaliação de que Yoko, havia tido um papel decisivo para acabar com os Beatles, as transformações culturais e sociais nascidas no decorrer das últimas cinco décadas ajudam a jogar luz sobre outras reflexões.

No filme de Peter Jackson — feito com o mesmo material registrado por Lindsay-Hogg em 1970 —, é possível ver um grupo unido e se divertindo muito mais do que tendo conflitos. Falando de Yoko, ela aparece apreciando o trabalho de John, Ringo, Paul e George muito mais do que qualquer outra coisa. A verdade é que ela não fez absolutamente nada que a fizesse “merecedora” da pecha que lhe foi dada. 

– ‘I’ve Got a Feeling’: os 50 anos da última grande parceria entre John Lennon e Paul McCartney

Yoko Ono aparece sentada ao lado de John durante ensaio dos Beatles.

Yoko foi retratada de uma forma injusta, com notícias muito desagradáveis publicadas pela imprensa britânica da época, dominada por tabloides. O rompimento dos Beatles foi causado por disputa de negócios“, disse Peter Jackson, em entrevista à revista “Veja“. 

Isso abriu uma ferida entre eles. Como banda, eles tinham de concordar com tudo ou nada acontecia. Quando as disputas comerciais aconteceram, houve um racha de três contra um: Paul não quis assinar com o empresário Allen Klein, enquanto os outros quiseram“, ponderou. 

Depois que o documentário foi lançado, a própria Yoko compartilhou um link da “Uproxx” que mostra fãs dos Beatles concordando que ela não foi culpada pelo rompimento da banda — algo que só admitiram após ver a docusérie

 Há mais de 50 anos, Yoko foi vítima do machismo de uma sociedade que se acostumou a colocar mulheres como responsáveis por decisões tomadas por homens e entre homens. Yoko passou as últimas cinco décadas sendo responsabilizada por algo que ela não teve absolutamente nada a ver. 

Yoko foi alvo não só do machismo, mas também do racismo e do ageísmo. Asiática, divorciada e mais velha que John, ela era “obviamente” uma destruidora de lares que estava ali como objetivo de destruir mais uma “família”. 

Linda Eastman — que logo depois viria a se casar com Paul e se tornar Linda McCartney — também aparece no filme com frequência. Ela estava lá tanto quanto Yoko e não carregou esse peso histórico nas costas. Vale lembrar que ela era branca, loira e americana.

 

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Destaques: Getty Images/Divulgação // Fotos: Divulgação


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