Inspiração

Monja Coen: a vida e o trabalho da maior líder budista do Brasil

Roanna Azevedo - 10/12/2021

Uma das maiores líderes espirituais do Brasil, Monja Coen é conhecida por compartilhar seus ensinamentos sobre a filosofia budista de uma forma alegre e descomplicada. Com seus textos, frases e conselhos espalhados pela TV, pelas rádios e pela internet, ela sempre procura desmistificar estigmas religiosos, incentivar a liberdade de pensamento e o desenvolvimento interior de cada um.

Que tal conhecer um pouco mais sobre o trabalho e a história de vida dela? Reunimos abaixo os principais detalhes sobre a trajetória pessoal e profissional de uma das pensadoras mais importantes do país.

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Monja Coen é fundadora da Comunidade Zen Budista do Brasil.

A origem e a formação de Monja Coen

Nascida Cláudia Dias Baptista de Souza na São Paulo de 1947, Monja Coen, também conhecida como Coen Roshi, é uma monja zen budista e missionária da tradição Soto Shu japonesa. Em 2001, fundou na capital paulista a Comunidade Zen Budista do Brasil, responsável pelo ordenamento de monges, organização de palestras e liturgias.

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Coen é descendente de portugueses e, na juventude, trabalhou como jornalista para o Jornal da Tarde, o Agora São Paulo e para a Revista da Hora, além de ter sido colunista no jornal O Globo. Em 1983, a jovem que cresceu estudando em um colégio de freira e seguindo a doutrina cristã decidiu se converter ao Budismo no Zen Center of Los Angeles, nos Estados Unidos.

A ordenação de Coen, em 1983, por Koun Taizan Hakuyu Daiosho (Maezumi Roshi).

Em seguida, viajou ao Japão para estudar a tradição zen budista no Mosteiro Feminino de Nagoya (Aichi Senmon Nisodo), onde foi aprendiz por oito anos. Durante esse período, Coen se tornou a primeira monja nomeada como Shusso, a líder das noviças. Em 1988, finalmente recebeu a Transmissão do Darma, a finalização do treinamento formal de um monge.

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Após participar do programa Shike Yoseijo, voltado para a formação de mestres da tradição Soto Zenshu, retornou ao Brasil no ano de 1995. Em São Paulo, assumiu a liderança do Templo Busshinji e se tornou a primeira mulher e a primeira pessoa de ascendência não-japonesa a se encarregar da Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil por um ano.

De que projetos Monja Coen tem participado nos últimos anos?

A sinceridade e espirituosidade de Coen são sua marca na luta contra o preconceito religioso.

Atualmente, Coen tem se dedicado ainda mais aos meios alternativos de transmitir os ensinamentos do zen budismo. Como abadessa do Templo Taikozan Tenzui Zenji – Comunidade Zen Budista Zendo Brasil, ela participa de diversas palestras, organiza leituras e práticas de zazen (meditação), realiza casamentos e outros tipos de celebração.

Coen também promove o projeto Caminhada Zen em parques públicos e discursa em encontros e reuniões socioculturais sobre a importância dos princípios da não-violência. Para divulgar os ensinamentos da filosofia zen budista de forma mais acessível, se tornou influenciadora digital, conquistando um grande público nas redes sociais e nos canais do Youtube Monja Coen e Zendo Brasil.

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Na TV, participou juntamente com Fernanda Lima da série Caminho Zen, que foi ao ar em 2020 no GNT. Já na Rádio Vibe Mundial, encabeça o programa Momento Zen há mais de seis anos. Mas não para por aí: Coen ainda reserva um tempo para escrever sua coluna quinzenal no Zero Hora, um jornal de Porto Alegre.

Os principais livros de Monja Coen

Além de se dedicar à comunicação da filosofia budista por meio de eventos, redes sociais, televisão e rádio, Monja Coen também publicou sete livros no total para compartilhar seus estudos e os ensinamentos que adquiriu ao longo dos anos. Destacamos três deles:

“O que aprendi com o silêncio: Uma autobiografia” (2019): Misturando um tom sarcástico com um olhar emotivo, Monja Coen conta a história de sua vida e explica como o silêncio exerceu papel fundamental ao longo de sua trajetória.

“Aprenda a viver o agora” (2019): Seguindo o pensamento de que o passado é imutável e o futuro imprevisível, Monja Coen afirma que o presente precisa ser aproveitado. Para isso, ela compartilha técnicas práticas do zen budismo que podem ajudar na conquista desse objetivo.

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“O Sofrimento é Opcional” (2018): Nesta obra, Monja Coen compartilha sua luta contra a depressão e apresenta ensinamentos zen budistas como uma alternativa para ajudar a tratar da doença.

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Foto 1: Divulgação/Flickr

Foto 2: Reprodução/Zendo Brasil

Foto 3: Guilherme Santos/Sul21

Foto 4, 5 e 5: Digulgação/Reprodução/Amazon


Roanna Azevedo
Diretamente da zona norte do Rio, é jornalista por profissão e curiosa por conta própria. Ama escrever sobre cinema e o universo do entretenimento há mais de dois anos. Tem paixão por tudo que envolve cultura, música, arte e comportamento, além de ficar sempre ligada no que rola no mundinho da comunicação nas redes sociais.

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