Tecnologia

Nova solução para limpar oceanos filtra microplásticos usando ondas acústicas

07 • 12 • 2021 às 09:56
Atualizada em 09 • 12 • 2021 às 10:39
Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator É jornalista paulistano e quase-cientista político. É formado pela Escola de Jornalismo da Énois e conclui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Já publicou em veículos como The Guardian, The Intercept, UOL, Vice, Carta e hoje atua como redator aqui no Hypeness desde o ano de 2019. Também atua como produtor cultural, estuda programação e tem três gatos.

Pesquisadores descobriram recentemente uma nova técnica para limpar os oceanos dos microplásticos. Os microplásticos são partículas de polímeros sintéticos pequenas oriundas da produção de lixo humana. A maior parte dessas partículas ficam acumuladas no oceano e, por isso, elas colocam a vida marinha em risco. Mas os cientistas estudam a possibilidade de usar ondas acústicas como uma solução para esse problema.

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A pesquisa foi comandada por Dhany Arifianto e sua equipe, do Institut Teknologi Sepuluh Nopember, em Surabaya, Indonésia. Basicamente, os pesquisadores utilizaram alto-falantes para saber como os microplásticos se comportavam frente a ondas acústicas.

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Ao fazer o experimento, os pesquisadores descobriram que as ondas são capazes de separar os microplásticos. Eles fizeram um tubo com três divisórias e o canal do meio concentrou 58% dos partículas de plástico em água do mar e 56% dos microplásticos em água doce.

Agora, os pesquisadores desejam entender quais são as frequências mais adequadas e qual o volume do som que pode ser ainda mais eficiente para fazer esse tipo de limpeza na oceano. Caso resultados animadores apareçam, os cientistas desejam aplicar sistemas de teste para melhor a higiene do mar e garantir que as águas oceânicas estejam cada vez mais seguras para a vida marinha. Outra missão é fazer com que as ondas não afetem a vida de peixes e outros animais.

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“Acreditamos que é necessário um maior desenvolvimento para melhorar a taxa de limpeza, eficiência e acima de tudo a segurança da vida marinha”, diz Arifianto, o coordenador da pesquisa, em entrevista ao portal científico Eureka Alert.

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