Ciência

Pequi vira creme anti-inflamatório e protetor solar nas mãos de cientistas

Redação Hypeness - 08/12/2021 | Atualizada em - 29/12/2021

Característico do cerrado e com um sabor peculiar, o pequi é um fruto que desperta memórias afetivas e causa polêmicas. Famoso pela parceria com o arroz nos almoços da região centro-oeste agora tem uma nova função: combater inflamações. Isso porque pesquisadores UNESP encontraram um maneira barata de desenvolver um anti-inflamatório o fruto.

Centenas de toneladas de restos de pequi são descartadas anualmente após seu óleo ser extraído. Foto: Canva

Os estudos tiveram início em 2016, quando os cientistas criaram dois novos produtos a partir dos resíduos da fruta: um creme anti-inflamatório e um protetor solar com propriedades antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento da pele. Essas descobertas, desenvolvidas por pesquisadores da Universidade Estadual Paulistas, contribuirão para a redução de desperdício e e prometem movimentar a economia do Cerrado de forma sustentável.

Sustentável

Muito utilizado na culinária brasileira, O pequi é muito mais conhecido e consumido no estado de Goiás. Além da alimentação, o óleo de pequi, extraído da polpa e da amêndoa do fruto, já é utilizado na indústria farmacêutica e de cosméticos. Contudo, o que sobra do pequi após esse processo, equivalente a 90% do fruto, geralmente é descartado, gerando um desperdício de centenas de toneladas por ano.

Creme de pequi desenvolvido na Unesp apresentou resultados promissores para conter inflamações e proteger contra raios ultravioleta. Foto: Lucineia dos Santos

Por isso a ideia de gerar algo que pudesse aproveitar o fruto e evitar e esse desperdício. Então, a professora da Unesp em Assis, Lucinéia dos Santos, cita as vantagens dessa descoberta e destaca benefícios que o aproveitamento das sobras do pequi vai proporcionar. Segundo ela, além dos benefícios no campo da cosmética, a economia social das famílias que dependem do fruto também pode melhorar com o aproveitamento desse material de forma sustentável. “Os produtos desenvolvidos com o resíduo do fruto apresentaram resultados promissores em testes farmacológicos.” disse a pesquisadora.

As novidades já foram patenteadas pela Agência Unesp de Inovação e aguardam aprovação da Anvisa para serem comercializadas.

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Fotos: Reprodução/AUIN


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