Ciência

Primeiros robôs ‘vivos’ do mundo agora podem se reproduzir, dizem cientistas

02 • 12 • 2021 às 22:11
Atualizada em 03 • 12 • 2021 às 08:16
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Cientistas das universidades de Harvard, Vermont e Tufts desenvolveram os primeiros robôs vivos do mundo que são capazes de se reproduzir. Os xenobots, como foram chamados, são seres vivos desenvolvidos por inteligência artificial que foram programados para realizar tarefas determinadas e são considerados uma grande evolução para a ciência e para a humanidade.

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Robôs são capazes de se reproduzir e são programados para executar tarefas

Basicamente, os xenobots são seres desenvolvidos em laboratórios com células-tronco de uma rã oriunda do continente africana, a Xenopus laevis. Com cerca de 3 mil células tronco, os xenobots possuem células específicas que podem ‘aprender’ a fazer uma tarefa de acordo com ordens de programação de um super-computador da Universidade de Vermot.

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As células dos xenobots são capazes de se especializar em reprodução, entretanto, o processo é bem difícil. Segundo os pesquisadores, é possível que isso ocorra, mas a reprodução demanda muita energia e acaba “esgotando” os xenobots rapidamente. Entretanto, eles desejam entender como melhorar esse processo a longo prazo.

Os robôs foram apelidados de ‘pac-mans’ por conta de seu formato icônico que parece a letra C. “Pedimos ao supercomputador da Universidade de Vermont que descobrisse como ajustar a forma dos pais iniciais, e a IA apresentou alguns designs estranhos depois de meses trabalhando, incluindo um que lembrava o Pac-Man”, disse Sam Kriegman, um dos pesquisadores que trabalha no desenvolvimento do Xenobots.

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A ideia dos pesquisadores é colocar os xenobots para realizar tarefas impossíveis para seres humanos. Os pesquisadores imaginam que os xenobots sejam capazes de limpar os oceanos e conseguir eliminar microplásticos ou acessar regiões que foram afetadas pela radiação e precisam de limpeza.

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Fotos: Douglas Blackiston and Sam Kriegman


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