Futuro

Quase 200 países da Unesco adotam novas diretrizes éticas para inteligência artificial

Vitor Paiva - 13/12/2021 | Atualizada em - 15/12/2021

193 países membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) aderiram ao primeiro conjunto de diretrizes éticas para o uso de inteligência artificial em todo o mundo. Realizado a partir de força-tarefa reunindo centenas de especialistas, o documento foi projetado para estabelecer diretrizes de um “desenvolvimento saudável” para um melhor uso da Inteligência Artificial em suas mais variadas frentes, diante de alguns dos mais importantes temas da atualidade.

inteligência artificial

As assistentes virtuais dos smartphones utilizam inteligência artificial

-Terreno no mundo virtual é vendido por R$ 13 milhões e a gente explica os motivos

O projeto foi iniciado em 2018 e, ao longo dos últimos três anos, estabeleceu orientações e linhas para um melhor uso da IA diante de aspectos como segurança e privacidade, e especialmente em áreas com potencial de discriminação e desigualdade, como raça e gênero. Aspectos como proteção de dados, proibição de pontuação social e vigilância em massa, ajuda para monitoramento e avaliação e proteção ao meio ambiente estão entre os pontos mais importantes levantados pelo documento.

inteligência artificial

Alexas e afins são outros exemplos do uso de IA em produtos

-Inteligência artificial é usada para recriar personalidades do passado e das pinturas em fotografias perfeitas

“Reconhecendo os profundos e dinâmicos impactos, positivos e negativos, da Inteligência Artificial sobre as sociedades, o meio-ambiente, os ecossistemas e as vidas humanas, incluindo a mente humana (…), a UNESCO busca contribuir para a paz e a segurança, promovendo colaboração entre nações através da educação, das ciências, da cultura e da comunicação e informação, em busca de maior respeito universal pela justiça, pela lei e os direitos humanos e as liberdades fundamentais afirmadas pelos povos do mundo”, diz o texto original. O estabelecimento das regras reconhece a presença cada vez maior da IA, tanto em atividades cotidianas quanto para a comunicação, jornalismo, compras e mais.

inteligência artificial

O documento compromete o uso ético da IA, mas não inclui os EUA

-Liverpool perde título de patrimônio mundial da Unesco por causa de prédios modernos

“O mundo precisa de regras para a inteligência artificial em benefício da humanidade. A recomendação sobre a ética da IA ​​é uma resposta importante. Estabelece a primeira estrutura normativa global, ao mesmo tempo que dá aos Estados a responsabilidade de aplicá-la em seu nível”, afirmou Audrey Azoulay, diretora geral da UNESCO. Apesar da reconhecida importância do documento de recomendação nas éticas da inteligência artificial, o fato dos EUA não estarem vinculados a UNESCO faz com que empresas como Google, Apple e Amazon acabem de fora do alcance da proposta.

Publicidade

© fotos: Getty Images


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

Notice: date_default_timezone_set(): Timezone ID 'UTC-3' is invalid in /var/www/html/wordpress/wp-content/themes/hypeness-new/part/home/brand-channel.php on line 29

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.