Inovação

Startup vai transformar aviões antigos em aviões elétricos

Vitor Paiva - 15/12/2021

O trabalho da startup estadunidense Wright Electric busca decolar o passado para o futuro pelos céus – mas pela forma mais sustentável possível.

Pois para lançar seus aviões e começar a transportar passageiros em 2026, a empresa de aviação irá não somente utilizar aeronaves elétricas, como também reaproveitar aviões antigos, reformando e transformando os equipamentos em aviões movidos não por combustíveis fósseis, mas sim por energia elétrica, agilizando consideravelmente, assim, o processo de certificação para se tornar uma companhia aérea com emissão zero.

Os aviões elétricos da Wright se chamarão Wright Spirit

Os aviões elétricos da Wright se chamarão Wright Spirit

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A ideia é que, até 2026, quatro jatos dos modelos BAe 146 sejam convertidos para passarem a utilizar motores de 2 MW pelo processo chamado retrofit, substituído os quatro motores a jato por motores elétricos e de emissão zero.

São aviões fabricados na década de 1980 mas que não apresentavam defeitos ou maiores avarias, que antes pertenciam à empresa aeroespacial BAE Systems, do Reino Unido: para converter as aeronaves e ganhar sustentavelmente os céus, a Wright Electric contou com financiamento, apoios e mesmo contratos de empresas e do governo, através da NASA, do Departamento de Energia, da Força Aérea dos EUA, assim como de gigantes do mercado como Aerobus e easyjet. Após serem convertidos, os aviões também serão rebatizados, e passarão a se chamar Wright Spirit.

Wright Spirit

No futuro, os quatro motores do avião serão movidos a energia elétrica

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Inicialmente a empresa irá operar voos curtos, com cerca de uma hora em uma autonomia segura de 750 quilômetros, e capacidade de transportar até 100 passageiros.

A distância pode parecer pequena, mas o impacto ambiental é potencialmente imenso, já que os voos curtos representam parte considerável das viagens diárias em todo o planeta, especialmente dentro de países de grandes dimensões, como os EUA e o Brasil. “A aviação se comprometeu com as emissões líquidas de carbono zero até 2050, mas a Wright Electric está comprometida com uma redução de 100% em todas as emissões a partir de 2026”, afirmou Jeff Engler, CEO da startup.

Motor da Wright Spirit

O motor elétrico dos aviões adaptados da Wright

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O compromisso das companhias aéreas é de grande importância, já que a indústria da aviação é responsável por cerca de 2,5% das emissões e de 3,5% e toda a mudança climática causada pela ação humana. Até realizar as primeiras viagens, a Wright Electric atravessará por duas grandes fases de teste, com voos de um propulsor elétrico em 2023, em seguida voos com dois propulsores elétricos em 2024, até chegar aos aviões totalmente elétricos em 2026.

O futuro da empresa, porém, mira horizontes ainda mais distantes, com a conversão de aviões maiores, para realizar voos elétricos com 186 passageiros e mais de 1,2 mil quilômetros de autonomia até 2030 – e melhor: em viagens totalmente silenciosas.

Wright Spirit

Zero emissões: esse é o compromisso da Wright

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© fotos: Wright Electric/Reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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