Ciência

Telescópio de 10 bilhões de dólares é o maior já construído e irá em busca de primeiras luzes do universo

21 • 12 • 2021 às 16:37
Atualizada em 21 • 12 • 2021 às 16:42
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Nos próximos dias, a NASA irá lançar o Telescópio James Webb para o espaço. O equipamento que custou US$ 10 bilhões será o maior telescópio já lançado pela humanidade e tem como missão identificar luzes originadas no começo do universo e as primeiras formações do mundo em que vivemos.

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O James Webb conta com uma capacidade de observar 13,5 bilhões de anos no passado. Isso porque sua alta sensibilidade à luz permite que ele consiga perceber imagens vindas de locais extremamente distantes do nosso mundo.

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A luz viaja a 299.792,4 km/s. Ao observar objetos a bilhões de quilômetros de distância, a luz demora bilhões de anos até chegar às lentes do telescópio.

Telescópio maior do que o Hubble

Dessa forma, o James Webb poderá enxergar a formação dos primeiros astros do nosso Universo. “Achamos que deve haver estrelas, galáxias ou buracos negros, quem sabe, se formando 100 milhões de anos após o Big Bang. Não haverá muitos para serem encontrados naquela época, mas o telescópio Webb é capaz de vê-los, se eles estiverem lá e tivermos sorte”, afirmou John Mather, cientista sênior do projeto JWST e ganhador do “Prêmio Nobel”, à BBC.

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“O fator limitante que temos com o Hubble, por exemplo, é que ele não chega longe o suficiente no infravermelho para detectar o sinal da luz das estrelas que queremos. Também não é um telescópio particularmente grande. Tem sido uma instalação pioneira, sem dúvida. Fotos incríveis. Mas o diâmetro de seu espelho é de apenas 2,4 metros, e a potência de um telescópio é dimensionada pelo quadrado do diâmetro do espelho. E é aí que entra o JWST”, completa.

“A missão do Webb é sobre a formação de toda semelhança; é o argumento do ‘somos todos feitos de poeira estelar'”, pondera Rebecca Bowler, astrônoma da Universidade de Oxford. “É sobre a formação do primeiro átomo de carbono de todos os tempos. É absolutamente incrível para mim que a gente possa realmente observar esse processo em andamento”, encerra.

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Fotos: Nasa/Reprodução


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