Ciência

Cientistas descobrem que fóssil humano mais antigo já descoberto é ainda mais velho do que se imaginava

Redação Hypeness - 18/01/2022 às 09:09 | Atualizada em 02/02/2022 às 10:28

Os fósseis conhecidos como Homens de Kibish foram encontrados entre os anos 1967 e 1974 na Etiópia, no vale do rio Omo. Eles eram os restos mortais de dois Homo sapiens que foram chamados de Omo I e Omo II. Agora, cientistas descobriram que os fósseis são mais antigos do que se imaginava. 

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Anteriormente, estudos indicavam que as ossadas tinham menos de 200 mil anos. No entanto, uma nova pesquisa constatou que eles devem ser ainda mais antigos, de cerca de 230 mil anos

Pesquisadores da Universidade de Cambridge e uma outra equipe em Glasgow, na Escócia, identificaram que uma erupção de proporções extremas no vulcão Shala, a mais de 400km de distância de onde os fósseis foram encontrados, aconteceu nesse período e derramou sedimentos em cima dos fósseis. 

A descoberta foi feita por meio de uma análise da “impressão digital” das camadas de cinzas, eles conseguiram estimar o período em que isso aconteceu. 

“Cada erupção tem sua própria impressão digital – sua própria história evolutiva abaixo da superfície, que é determinada pelo caminho que o magma seguiu”, analisa Céline Vidal, do Departamento de Geografia de Cambridge.

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Ela explica que uma vez que os cientistas trituraram as rochas analisadas, elas liberaram minerais que permitem identificar a “assinatura química do vidro vulcânico que mantém os minerais juntos”. 

Os fósseis Omo são os mais antigos já encontrados com características humanas modernas. “A nova estimativa de data, de fato, torna [os Homens de Kibish] o Homo sapiens  mais antigo da África”, afirmou o doutor Aurélien Mounier, do Musée de l’Homme em Paris.

Nossa abordagem forense fornece uma nova idade mínima para o Homo sapiens no leste da África, mas o desafio ainda permanece para fornecer um limite, uma idade máxima, para seu surgimento, que se acredita ter ocorrido nesta região”, explica a professora Christine Lane, chefe do Cambridge Tephra Laboratory, que liderou a maior parte da pesquisa. 

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Fotos: Céline Vidal


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