Debate

Pai de criança de 2 anos que morreu engasgada com tampa de garrafa pet diz ter feito de tudo para salvar filho

Redação Hypeness - 12/01/2022 | Atualizada em - 14/01/2022

O filho de dois anos de Carlos Alberto Gomes Pereira Filho, um delegado da Polícia Civil do Amapá, morreu engasgado com uma tampinha de garrafa pet na última sexta-feira (7). Em um comunicado à imprensa, o pai da criança esclareceu que tentou salvar a criança, mas que não conseguiu desengasgar a criança a tempo.

De acordo com o comunicado do delegado, ele vem sofrendo ataques nas redes sociais e ameaças da família materna da criança. Ele é acusado de negligência contra seu filho.

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A criança morava em Florianópolis com a mãe e estava há uma semana ao lado do pai em Macapá, capital amapaense.

Em sua carta à imprensa, Carlos explica que estava próximo do filho quando o acidente ocorreu e justificou que a morte do filho ocorreu por conta da demora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

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“Eu fiz de tudo para salvar a vida do meu filho. Quando ele engoliu a tampinha, estava próximo de mim, e o fez no momento em que eu estava organizando as coisas pós-almoço. Não houve falta de cuidado, ele estava sendo monitorado”, disse o pai.

Ele explicou que não conseguiu identificar o que estava obstruindo a traqueia de seu filho e chamou o SAMU. O serviço de emergência teria demorado cerca de 30 minutos para chegar à sua residência. Quando os socorristas chegaram, a criança já estava sem pulso.

Carlos Alberto afirma que não esteve presente no funeral e no velório do menino para não causar incômodo aos outros familiares e por proteção contra as ameaças que sofria.

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“Quero, na oportunidade, me solidarizar verdadeiramente com a família. Mas quero que não se esqueçam que eu também sou a família. Todos estão sofrendo muito, jamais em minha vida gostaria que isso tivesse ocorrido. Não desejo isso a ninguém, eu era o maior interessado em ver meu filho bem. Mas não se esqueçam que sou um pai que assistiu ao seu filho morrer. Não quero dizer que minha dor é maior que a de ninguém, mas também não é a menor”, declarou o delegado.

Abertura de inquérito

A Polícia Civil do Amapá abriu um processo na corregedoria contra Carlos para apurar os fatos que envolvem a morte da criança. Além disso, um inquérito criminal também foi instaurado.

“A família materna, por meio de seus advogados constituídos, tem livre acesso aos autos. Prefiro, nesse momento, que a família da mãe do menino tenha conhecimento do que foi narrado pelo delegado Carlos Alberto para somente após isso tornar público o andamento das investigações. Foi aberta uma investigação criminal sobre o caso. O objetivo é saber se houve uma conduta criminosa”, explicou o delegado Sérgio Grott em entrevista coletiva.

“Não existe corporativismo ou outro fator como o que chegou a ser especulado nas redes sociais. Trabalhamos na investigação de forma isenta. Todas as medidas cabíveis já foram adotadas pelo preside do inquérito e pela própria corregedoria. Até mesmo as imagens das câmeras de segurança do imóvel foram recolhidas e estão sendo analisadas. Tudo será devidamente esclarecido”, completou o delegado-chefe da Polícia Civil do Amapá, Fábio Araújo.

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Fotos: Reprodução/Redes Sociais


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