Debate

Paola Carosella pede que pessoas não celebrem morte de Olavo de Carvalho: ‘Não sejam tão minúsculos’

Redação Hypeness - 26/01/2022 às 12:19 | Atualizada em 26/01/2022 às 12:45

O auto-intitulado filósofo e guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho, 74, faleceu nesta terça-feira (25) após ser hospitalizado nos EUA. Olavo morreu por insuficiência respiratória oito dias após testar positivo para covid-19. Ele era um notório anti-vacina e negou a pandemia desde seu início.

O falecimento do suposto intelectual que propagou ideias fascistas dentro da política brasileira gerou frissom nas redes sociais. Enquanto muitos celebraram a morte do fascista, a chefe Paola Carosella criticou a postura dos que comemoravam o óbito de Olavo.

– Filha de Hitler Mussolini, promotora do DF fez posts nazistas, racistas e homofóbicos no FB

Muito mais do que um negacionista

Olavo de Carvalho ganhou repercussão nos anos 1990 e 2000 na imprensa brasileira por representar o ‘pensamento conservador’. Posteriormente, ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais, como Facebook e Youtube, ao propagar teorias da conspiração absurdas.

Olavo de Carvalho morreu nessa terça-feira (25) em um hospital em Richmond, Virginia

Olavo afirmava que Barack Obama é comunista e que há um nova ordem mundial, que reúne a elite bilionária com figuras como o ex-presidente Lula da Silva e Fidel Castro, que pretende transformar todo o planeta em comunista.

Ele foi um dos principais arquitetos da formatação ideológica do governo Bolsonaro, sendo o responsável pela formação política e inserção de figuras como Abraham Weintraub, Ernesto Araújo, Mário Frias, Roberto Ricardo Vélez Rodrigues e Filipe Rodrigues dentro do governo.

Relembre proezas dos olavistas no governo:

– Assessor de Bolsonaro pode ser indiciado por gesto supremacista

– Embaixada da China acusa Weintraub de racismo: ‘declarações absurdas e desprezíveis’

– Após críticas de Bolsonaro, Ancine repassa R$ 530 mil para documentário sobre ‘revolução conservadora’

Durante a pandemia, Olavo afirmou que o vírus, inclusive, não matava. “O medo de um suposto vírus mortífero não passa de historinha de terror para acovardar a população e fazê-la aceitar a escravidão como um presente de Papai Noel”, disse.

“Essa campanha para nos “proteger da pandemia” é o mais vasto e mais sórdido crime já cometido contra a espécie humana inteira”, afirmou Olavo.

“Dúvida cruel. O Vírus Mocoronga mata mesmo as pessoas ou só as ajuda a entrar nas estatísticas?”, questionou em 2021.

Uma das principais figuras políticas do conservadorismo brasileiro morreu oito dias após testar positivo para a covid-19. E seu pensamento foi seminal para atrasar a compra de vacinas do governo federal e fomentar o movimento anti-vacina brasileiro.

“O atraso na compra das vacinas se deve muito a ele, às ideias negacionistas que ele sempre defendeu e às fake news que disseminou”, diz Heloisa Carvalho, filha do auto-intitulado filósofo para a Veja. “Perdi muitos amigos. Ele tem as mãos sujas de sangue, mas eu não comemoro sua morte. Só me sinto aliviada.”

Paola Carosella critica celebrações

Após a notícia da morte de Olavo de Carvalho, muitas pessoam celebraram ou brincaram com o falecimento do negacionista nas redes sociais. A chefe Paola Carosella foi uma das poucas celebridades que criticaram esse tipo de atitude, qualificando que isso é ser “minúsculo”.

Argentina defendeu que não se pode celebrar a morte de ninguém

Veja o tweet de Paola:

Do outro lado das redes, muito se disse sobre a morte de Olavo:


Leia também: Paulo Guedes reitera discriminação contra domésticas: ‘‘Com dólar baixo empregada ia à Disney’

Publicidade

Fotos: Reprodução/Youtube


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Canais Especiais Hypeness