Arte

Anitta, Larissa Luz, Lia de Itamaracá e outras 19 dicas culturais para a semana

Gabriela Rassy - 01/02/2022 às 18:06 | Atualizada em 08/02/2022 às 12:09

Janeiro deu uma de agosto e durou até dizer chega! Agora fevereiro começa lindamente com o Dia de Iemanjá, retomada cautelosa de algumas programações presenciais e, claro, muitos lançamentos musicais. Enquanto Anitta ataca com o clipão de “Boys Don’t Cry” e Larissa Luz mostra seu lado romance purinho no EP “Deusa Dulov Vol1”, a Casa Natura volta com shows de Lia de Itamaracá e Rico Dalasam.

Já na agenda cinematográfica rola a primeira edição em São Paulo do Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes, diretamente de Brasilia. Nas artes visuais, barco e elevador flutuantes, janelas para jardins imaginários e até uma piscina invadem o CCBB RJ na exposição “A tensão”, do incrível artista argentino Leandro Erlich.

Para finalizar, aproveite para maratonar os episódios do podcast Conexões Perigosas, do ator e escritor Igor Mo, com a cantora e compositora Letrux, a atriz Vivian Valente Petri, a atriz Gilda Nomacce, entre outras participações especiais.

Vem na minha!

#eventos

FIBRA – Festival Instrumental Brasil
Teatro Prudential
Sábado e domingo, dias 4 e 5/2, a partir das 18h
De R$ 15 a R$ 50 – ingressos via sympla
A música instrumental brasileira finalmente ganhará um evento à altura de sua rica diversidade. A primeira edição do FIBRA, que homenageia o mestre Dominguinhos, vai tomar conta do palco, trazendo uma programação de quatro shows que formam um panorama com o melhor do gênero no país. Na programação, QuartaBê, Trio Júlio, Bella Raiane Quarteto e Bebê Kramer Quarteto.

Lia de Itamaracá e Rico Dalasam**
Casa Natura Musical
Dias 4 e 6/2
A partir de R$ 25
Nesta semana, os shows presenciais estão de volta à Casa Natura Musical. Na quarta, Dia de Iemanja, Vanessa da Mata sobe ao palco com grandes sucessos revisitados da trajetória de 20 anos de sua carreira . Na sexta, Lia de Itamaracá apresenta repertório do seu disco mais recente, “Ciranda Sem Fim”, de 2019. Já no domingo, Rico Dalasam traz o aclamado disco “Dolores Dala Guardião do Alívio”, além de antecipar repertório inédito.

** O show de Vanessa da Mata foi adiado após realização de testes para COVID-19

#música

Larissa Luz | Deusa Dulov Vol. 1
Desconstruir e reconstruir Afrodite sob o olhar de uma mulher preta é a proposta principal de Larissa Luz neste novo EP. Com pitadas de deboche e combinando ritmos que vão desde o pagodão baiano, de sua terra natal, Salvador, até o dancehall e o dub, estilos musicais jamaicanos, Larissa joga luz em uma faceta sua que é pouco conhecida pelo público.

Anitta | Boys don’t cry
A patroa não perde tempo e está cada dia mais furando a bolha do mainstream norte-americano. A faixa que já ocupa as primeiras posições nas listas do spotify, faz uma mistura de gêneros que, sim, caminha mais ainda para o pop, sem deixar o funk de lado e ainda incorporando o rock do molho. O clipe nem se fala! E toma-lhe referência cinematográfica para pegar todas as cenas do vídeo.

Juvenil Silva | Sem Relógios
Canções que começaram a ser gravadas antes da pandemia encontram espaço neste novo trabalho do artista pernambucano. Antecipando o EP “Um belo dia nesse inferno”, Juvenil apresenta a primeira faixa deste disco que promete um deleite de psicodelia folk. “Totalmente fora de tempo mas ainda em tempo”, como disse Juvenil, o trabalho coloca a palavra tá em primeiro lugar, mas sem deixar o instrumental para trás.

Marcelo Perdido e Tiê – Mais
Cantor e compositor carioca, Marcelo Perdido segue escrevendo sobre os desafios de se relacionar com alguém. Em “Mais”, Perdido convida Tiê para juntos, contarem uma história sobre esquecer uma relação ruim e se abrir para algo novo e melhor.

Matheus Queiroz | Crazy
Iniciando as ações que antecipam o seu próximo e já confirmado disco ‘Guapa’, Matheus Queiroz divulga videoclipe para a inédita ‘Crazy’. Com clima divertido e envolvente, a faixa – disponível em todas as plataformas digitais – aposta no r&b e reggaeton para falar sobre dias quentes e divertidos, colecionando chamegos e bem mais.

Vanessa Bumagny | Cinema Apocalipse
Chega ao mundo o quarto trabalho da carreira percorrida nesses 30 anos por Vanessa. Depois de dançar entre o bolero e o arrocha nas já mostradas faixas “Quem Ama Sofre”, parceria com Luiz Tatit, e “Cinema Ilusão”, que ganhou videoclipe e tem co autoria com Zeca Baleiro e que tem vozes de Zeca e Chico César; expor seu medo e incerteza em “Canção para Ninar o Apocalipse” e expressar sua ansiedade e desejo visceral com “Fome de Tudo”, também com Chico César, Vanessa apresenta mais seis faixas inéditas, dentre elas “A Ousadia”, ao lado de Fernanda Takai.

Taís Feijão | Fevereiro
Este é o primeiro single do segundo álbum da cantora e compositora, previsto para o segundo semestre de 2022. Uma de suas características como artista é propor uma fusão de gêneros musicais associados à MPB, sua maior escola. “Fevereiro é uma crítica aos estereótipos que foram construídos em cima de nós, Pretas e Pretos”.

Flávia Bittencourt | Coco
Exaltar a diversidade da cultura brasileira e sua riqueza é a proposta da artista maranhense que, em seu novo single, traz elementos típicos de regiões do nordeste para dentro do universo da música eletrônica. A faixa anuncia seu novo disco, que sai via Candyall Music, selo liderado por Carlinhos Brown. Flávia traz uma sonoridade peculiar ao misturar os beats ao acústico, através dos instrumentos do violoncelo, sanfona e percussão. O resultado é um som dançante, alto astral que propõe um balanço único.

Marquinhos Amaral | Se Você Quiser
Inspirada em um bar de São Paulo, onde o cantor e compositor Marquinhos Amaral – líder do projeto Mixdgroove – costumava frequentar durante um período, a canção “Se Você Quiser”, agora, ganha elementos visuais.

#cinema

Lobo Fest – Festival Internacional de Filmes
Depois de mais de uma década em Brasilia, o evento estreia no cinema do CCBB de São Paulo, com seleção especial de filmes produzidos dos cinco continentes, nos últimos quatro anos. São curtas e curtíssimos – filmes com até 5 minutos, formato inaugurado no Brasil pelo Lobo Fest -, como “Na Fronteira” (on the Border), de Wei Shujun, da China; “Ensaio” (Rehearsal), de Michael Omonua, da Nigéria; “Leite Fresco” (Fresh Milk), de Ömer Faruk Güler, da Turquia; “Todas estas Criaturas” (All these Creatures), de Charles Williams, da Austrália; e “O Prazer de Matar Insetos”, do brasieliro Leonardo Martinelli.

#visuais

A tensão – Leandro Erlich 
CCBB RJ
5/1 a 7/3
Grátis
Barco e elevador flutuantes, janelas para jardins imaginários e até uma piscina em que o visitante pode entrar de roupa e ficar submerso sem medo de se afogar fazem parte da mostra de um dos nomes mais provocativos e populares da arte contemporânea, o argentino Leandro Erlich. A exposição “A tensão” (de nome explícito e sonoramente ambíguo: quem não lê pode ouvir “atenção”), revela, já em seu título, um dos prováveis sentimentos que os visitantes sentirão diante das instalações do artista. A obra de Erlich é estruturada no mecanismo da dúvida, do questionamento do que os nossos sentidos percebem em desacordo com o que nossa mente sabe.

3 é 5
Galeria Nara Roesler, Ipanema, RJ
2 de fevereiro a 2 de março
Grátis
Uma profunda ligação entre imagem e literatura é o ponto de partida da nova série da fotógrafa Dani Tranchesi, realizada no segundo semestre de 2020. A edição final das imagens privilegia as feiras dos bairros de Santa Cecília, Bixiga e Campos Elíseos em São Paulo. Mostra o mundo particular e universal dos personagens que vivem e trabalham nas feiras, suas histórias, suas memórias, o jogo entre claro e escuro e o mundo da oralidade diária onde a linguagem de cada um apresenta sempre uma surpresa para o visitante. Por isso o título é 3 é 5.

#literatura

Nara Leão: Nara – 1964
Coleção O Livro do Disco (Editora Cobogó)
Nos agitados meses que antecederam o Golpe Militar de 1964, acontecia no Rio de Janeiro uma revolução – aí, sim, verdadeira – musical. Guiada pela intuição e pelo faro de uma Nara Leão estreante e aparentando ainda menos idade do que os 22 anos que de fato tinha, a tal revolução se concretizou em um disco em que tudo era novo – e com cada uma das faixas apontando para algo que viria a se consolidar na música brasileira nos anos seguintes. Em Nara, a “musa” rompia com a bossa nova para dar voz ao samba e à canção de protesto, valorizando compositores como Zé Keti, Nelson Cavaquinho e Cartola. Essa revolução feita com modos suaves, lirismo e belas melodias é narrada na obra, pelo jornalista e pesquisador Hugo Sukman.

#cênicas

Misery – Louca Obsessão 
Teatro Porto Seguro
4/2 a 27/3 | sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h
Plateia: R$ 80 | Frisas e balcão: R$ 60
O romance escrito nos anos 1980 pelo autor norte-americano Stephen King ganha montagem cênica. A peça conta a história de Paul Sheldon (Marcello Airoldi), um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados pela personagem Misery Chastain. Após sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Mel Lisboa). A simpática senhorita é também uma leitora voraz de sua obra e se autointitula principal fã do autor.

Jussara City – O Paraíso das Enchentes” 
Rua Sargento Estanislau Custódio, 130, Jd. Jussara-Vila Sônia, Butantã
De 4 a 20/02, sextas 21h, sábados 18h e 20h30, domingos 19h
Reservas de ingressos: encena@encena.art.br e (11) 9 6460-5903
Entrada gratuita com contribuição espontânea
No roteiro, a história de uma renomada ambientalista brasileira que, depois de muitos anos morando no exterior, volta ao seu país para uma série de debates sobre a questão climática global. Nesse período, visita o bairro onde nasceu, na periferia de São Paulo. Em uma narrativa lúdica por meio das lembranças de sua infância, resgata a história do lugar e a luta dos moradores que anualmente são atormentados pelas inundações.

#podcast

Conexões Perigosas
O ator e roteirista Igor Mo conta que recebeu uma grande quantidade de áudios de WhatsApp, junto de uma mensagem anônima me pedindo para que os organizasse. O conteúdo deles deixou Igor tão chocado que se tornou impossível não vir a público divulgá-los. Depois de encontrar a ordem dos áudios, passou a liberar um por semana, também via whatsapp. Agora a história ganha espaço do Spotify, com o babado completo. E fica aqui um alerta a todos que ainda duvidam que toda conexão, amorosa ou não, possa ser muito perigosa!

#gastronomia

Bráz Elettrica
Cheia de atitude, a Bráz Elettrica é resultado da combinação entre a genética da irmã mais velha, a Bráz Pizzaria, e o estilo urbano do Brooklyn Nova-Iorquino. Com serviço rápido e feito pelo cliente (pedidos no balcão, retirada na saída do forno), a marca oferece pizzas criadas em parceria com o consultor norte-americano Anthony Falco. São montadas sobre massa leve de fermentação natural em versão clássica ou integral e assadas 90 segundos em forno elétrico, para comer com as mãos. Destaque para a Shroomz, com cogumelos assados, mozzarella de búfala, gorgonzola, cebola roxa, alho, limão siciliano. A boa pedida para acompanhar é a cerveja da casa, a Elettrica Larger, produzida artesanalmente em parceria com a microcervejaria Blondine.

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Lia de Itamaracá por Ytallo Barreto
Larissa Luz por @floravnegri


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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