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O casal da música ‘Eduardo e Mônica’ existe mesmo – e continua junto até hoje

Redação Hypeness - 03/02/2022 às 09:05 | Atualizada em 11/04/2022 às 13:06

A música Eduardo e Mônica, do Legião Urbana, acaba de virar filme. Mas além de serem personagens da famosa canção de Renato Russo (1960-1996), eles foram um casal de verdade – que inclusive continua unido até hoje!

A faixa cantada por Renato e acompanhada apenas por seu violão foi recuperada das gravações de 1982 e lançada no emblemático álbum “Dois”, em 1986. A gravação foi ainda mais uma vez aproveitada no álbum póstumo, “O Trovador Solitário”, de 2008.

Personagens da famosa canção de Renato Russo foram inspirados em amigos do cantor

Agora com a chegada do filme sobre o casal, Eduardo e Mônica ressurgem no nosso imaginário. O amor improvável que resiste às barreiras sociais, as fugas, as festas, os encontros voltam na pele dos atores Gabriel Leone e Alice Braga. Os dois dão vida e colocam rosto neste casal que parece até que conhecemos de tanto que a música já ecoou por esse Brasil.

Quem um dia irá dizer que não existe razão?

O cantautor Renato Russo teve uma grande inspiração para contar esta história de amor: o relacionamento de uma de suas grandes amigas, a artista plástica Leonice Coimbra. A referência de Eduardo é contraditória. Alguns relatos de Renato mostram que era uma referência a ele mesmo, outras a amigos, como Philippe Seabra, André Pretorius, Dado Villa-Lobos.

Leonice e Fernando Coimbra

Casada há 42 anos com Fernando Coimbra, hoje embaixador do Brasil no México, Leonice seria a inspiração oficial para a canção.

“Sempre que ele compunha ele me ligava, ou ligava para outras amigas, para mostrar. E aí certa noite ele me ligou e disse que a música era para nós. Eu, honestamente, não estava nem aí naquele momento. Foi só com o tempo que eu fui reconhecer o tamanho do presente que ele, o melhor amigo que eu tive em toda a vida, me deu”, diz Leonice ao jornalista Leonardo Sanchez, da Folhapress.

Ela não se via na Mônica e nem via Fernando em Eduardo. “Eu acredito que o Renato escreveu essa música idealizando um pouco a minha mãe -o que faz sentido, porque ele era mais próximo dela. Mas a energia da história, esse encontro de amor, isso realmente existe, porque eles são referência de um casamento bacana, são mesmo como feijão com arroz.”

Ela, aliás, não faz muita questão de desvendar todos os mistérios da “homenagem” de Renato. “No fim, não tem a menor importância se essa história tem a ver ou não comigo. Eu não quero soar clichê, mas a verdade é que o importante mesmo é entender que nós nada seríamos sem amor. ‘Eduardo e Mônica’ fala de uma história que deve se repetir aos montes por aí, e eu fico muito honrada de a ter motivado de alguma forma.”

‘Eduardo e Mônica’, o filme

Depois de “Faroeste Caboclo”, lançado em 2013 pelo diretor René Sampaio, agora é a vez do casal entrar em cena. Com René também assinando a direção, o longa chegou ao cinema depois de adiamento por conta da pandemia. Gravado em 2018, ele tinha previsão de estreia em 2020.

Eduardo e Mônica, o filme

Depois de passar por grandes eventos, como o Festival do Rio, e ganhar dois prêmios, um no Festival Internacional de Cinema de Calcutá e outro no Festival Internacional de Filmes de Edmonton, o longa teve sua estreia oficial no final de janeiro.

A trama se passa na Brasília da década de 1980, reconstruindo período e local da canção original. Era também o universo vivido por Russo e pela Legião Urbana. O perfil do casal foi levado à risca pelo roteirista Matheus Souza, incluindo personagens que engrossam o caldo, como o avô de Eduardo, o militar Bira, interpretado por Otávio Augusto; e a mãe de Mônica, a médica Lara, vivida por Juliana Carneiro da Cunha.

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Fotos: Arquivo pessoal e Reprodução/Eduardo & Monica


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