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Rio de Janeiro vetou Carnaval de rua por causa da covid, mas libera ao menos 80 blocos com entrada paga

Redação Hypeness - 25/02/2022 às 12:19 | Atualizada em 25/02/2022 às 12:36

A disseminação da variante ômicron no início de 2021 atrasou os planos de quem planejava um Carnaval intenso e de celebração após um ano de interrupção nas festividades.

Para evitar a disseminação do vírus, as principais cidades brasileiras decidiram suspender os blocos de rua, mas mantiveram as festas privadas no feriado.

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Ninguém vai botar o bloco na rua de graça, mas mais de 80 blocos do Rio de Janeiro irão promover aglomerações em locais privados e limitados. Entre aqueles que irão fazer festas com entrada paga estão o Afroreggae, o Cordão do Bola Preta e o Monobloco. Os preços variam de R$ 20 e R$ 180.

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Em São Paulo, festas chegam a cobrar R$ 1,2 mil de entrada em diversos locais. Nem a Prefeitura de São Paulo nem o Governo do estado estão exigindo controle de entrada para essas festas, que prometem ser extremamente lotadas.

De acordo com a Federação Nacional dos Municípios, cerca de 25% das cidades brasileiras irão permitir esse tipo de evento privado. Mas de que forma isso pode impactar a situação da pandemia?

Repique da pandemia é inevitável

Na quinta-feira que antecede o carnaval, 996 pessoas morreram de covid-19 no Brasil. Com a possível disseminação ainda maior do coronavírus, podemos ver uma situação ainda mais grave da pandemia e até o surgimento de novas variantes no país.

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Mesmo com os eventos de rua proibidos, as aglomerações em locais privados irão seguir e, com a alta taxa de disseminação da ômicron, é claro que essa proibição mequetrefe ainda manterá a transmissão da covid-19 em altos patamares.

Em entrevista ao Estadão, o imunologista Renato Kfouri, afirmou que “ainda com uma taxa de transmissão alta. São 800 mortes por dia (em média), 24 mil por mês, é muita gente ainda morrendo. Sanitariamente, neste momento, não deveria ter festas”.

“Não há outro resultado para essa equação a não ser um repique de novos casos e consequentemente um percentual de pessoas precisando de internação e outras indo a óbito. Teremos um repique e um prolongamento da situação atual, que poderia ter um término no curto prazo, já que vínhamos numa redução de casos”, Alexandre Naime Barbosa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

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Fotos: Foto 1: Creative Commons Foto 2: © Getty Images


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