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Vitiligo: Natália diz no ‘BBB’ que sinais começaram aos 9 anos. Veja mitos e verdades de condição que atinge a pele

Vitor Paiva - 07/02/2022 às 10:10 | Atualizada em 08/02/2022 às 11:04

A presença da mineira Natalia Deodato vem oferecendo visibilidade e informação dentro do Big Brother Brasil 22 sobre um tema pouco falado, mas bastante relevante, que afeta 0,5% da população nacional, e 1% a 2% da população mundial: o vitiligo.

Assim que o assunto surgiu, em uma conversa recente no programa, a participante de 22 anos aproveitou o interesse da sister Laís, que é médica, para dividir um pouco da sua história com a condição, que causa manchas embranquecidas na pele, e que começou a aparecer quando ela tinha nove anos de idade.

Natália Deodato

A modelo e designer de unhas Natália Deodato trouxe o tema do vitiligo para o BBB

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A conversa aconteceu no último dia 31 de janeiro, e começou quando Laís perguntou se, no caso de Natália, o vitiligo tinha começado pelas extremidades do corpo.

“O meu começou com uma pontinha no olho, uma pontinha na nuca e uma pontinha no joelho. Eu tinha nove anos. A minha família tem um caso muito distante, então não pode ser considerado um caso hereditário”, revelou Natália, que é de Belo Horizonte, e trabalhava como modelo e designer de unhas antes de ingressar no BBB. A relação da sister com a condição de pele é a melhor possível, confirmando a importância de tratar o tema com naturalidade, tranquilidade e orgulho.

Natália Deodato

O assunto surgiu em conversas recentes dentro do programa, especialmente com Laís, que é medica

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“O que mais gosto no meu corpo é o meu vitiligo! Quando falam que sou manchada, agradeço. Não tenho problema nenhum e sinto prazer em falar sobre ele, porque, infelizmente, o que falta nas pessoas é informação”, afirmou, em entrevista para o site GShow.

Em outra conversa dentro do programa, Natália revelou que enxerga a condição como uma expressão de sua dificuldade em expor seus sentimentos: “O meu vitiligo, por exemplo, é uma forma muito clara de expressar isso, eu engulo tanto o meu sentimento para não transparecer para as pessoas, que estou com uma sensibilidade. Sou humana e aí isso aflora de alguma forma”, ela disse, em uma conversa à beira da piscina.

O que é o vitiligo

Condição autoimune que pode ou não ter origem hereditária, o vitiligo se dá pela queda ou ausência em certas partes do corpo de melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que oferece a coloração de nossas peles.  As manchas, também chamadas de “lesões”, costumam aparecer nas mãos e pés, nas articulações – como cotovelos e joelhos -, no rosto e nos genitais e, apesar de ser referido como doença, para além da mudança estética o vitiligo não traz nenhum prejuízo à saúde.

vitiligo

A condição afeta os melanócitos, que produzem a melanina do corpo

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A condição possui tratamentos, através da aplicação de pomadas e de fototerapia, mas não possui cura; a ciência não chegou a uma conclusão definitiva sobre sua origem e causa.

Mitos sobre o vitiligo

Por se tratar de uma doença especialmente visível – o tamanho das manchas varia em cada pessoa –, é comum que muito se especule sobre o vitiligo e, com isso, uma série de mitos e inverdades se popularizam. A começar pela ideia de que a condição pode ser contagiosa: o vitiligo não é de forma alguma transmissível. Ainda que algumas pessoas relatem maior sensibilidade nas regiões esbranquiçadas, também não é verdade que ele cause coceira nas partes afetadas.

vitiligo

O vitiligo afeta diversas partes do corpo, como as extremidades dos pés e mãos

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Outro mito diz que quem tem vitiligo não pode pegar sol: pode, mas com proteção solar intensa, preferencialmente com fator acima de 50, e sempre com acompanhamento dermatológico especial. Por se tratar de uma pele sensível, é verdade que a pessoa pode desenvolver queimaduras solares e outros males cutâneos com mais facilidade.

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© foto 1: Instagram/Reprodução

© foto 2: TV Globo/Reprodução

© fotos 3, 4: Getty Images


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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