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Morte de homem com saco plástico na cabeça deixa comunidade gay em alerta após ‘caso Carinha de Anjo’

Redação Hypeness - 11/03/2022 às 12:06 | Atualizada em 11/03/2022 às 16:07

Wellington Henrique Cirino Cardoso era estudante de administração na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele foi encontrado morto asfixiado com um saco plástico em sua cabeça na semana passada, após o Carnaval.

Wellington foi encontrado morto em casa em circunstâncias suspeitas

Padrão de vítimas

A morte de Wellington se somou a mais uma série de outros casos de homens gays mortos asfixiados da mesma forma e levantou suspeita na comunidade LGBTQIA+. O ‘serial killer do Grindr’, como está sendo descrito nas redes sociais, levantou a atenção de jornalistas e da polícia, que agora levanta mortes similares na capital paulista.

O jornalista Fefito – colunista do UOL e chefe de redação do Buzzfeed Brasil – afirmou que, até o momento, 11 pessoas morreram em circunstâncias parecidas: se tratava de uma pessoa LBGTQIA+ asfixiada com sacos plásticos na cabeça.

Um dos primeiros casos desse tipo que ganhou repercussão na mídia foi o de Luiz Carlos Araújo, o “Carinho de Anjo”. O ator, que era gay, foi encontrado em sua casa asfixiado com sacos na cabeça. A investigação policial decretou que o artista foi vítima de uma morte acidental e não avaliou ser possível um espisódio de assassinato.

A morte de Luiz Carlos Araújo, o ‘Carinha de Anjo’, volta às páginas policiais por suspeita de ação de serial killer

A família revelou que os policiais não tiveram acesso aos conteúdos do smartphone da vítima, algo que poderia esclarecer as circunstâncias da morte do ator.

Agora, com a morte de Wellington, a preocupação com um assassino em aplicativos dirigidos para a comunidade LGBTQIA+ como Hornet, Grindr e Scruff é um alerta para todos.

No ano passado, foi preso em Curitiba José Tiago Correia Soroka, de 33 anos, acusado de matar três jovens gays na capital paranaense e em Abelardo Luz, município em Santa Catarina.

– Ela escapou de um serial killer e agora compartilha dicas de segurança no TikTok

Soroka também asfixiava as suas vítimas para, posteriormente, roubar seus pertences. O perfil é bastante similar: ele tinha como alvo homens gays que moravam sozinhos. O criminoso confessou os crimes, mas ainda não foi condenado.

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Fotos: Reprodução/Facebook


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