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Mega estrela do basquete presa em Moscou gera mais tensão diplomática entre EUA e Rússia

Yuri Ferreira - 11/03/2022 às 16:39 | Atualizada em 11/03/2022 às 17:53

No dia 17 de fevereiro, Brittney Griner, uma estrela da WNBA (campeonato norte-americano de basquete feminino), foi presa por autoridades russas no aeroporto de Moscou, capital da Rússia. A jogadora defende o Phoenix Mercury e, durante o período de férias da liga americana, Griner atua pelo UMMC Ekaterinburg, um dos principais times do basquete russo.

Brittney Griner é uma das principais estrelas da WNBA e foi duas vezes medalhista olímpica

Griner foi presa pelos russos antes do início da guerra contra a Ucrânia por porte de um óleo de haxixe, derivado de cannabis, substância proibida pela lei da Rússia. Há poucas informações além dessas envolvendo o caso da atleta de basquetebol.

Questão diplomática

Os EUA também não tem sido muito vocais sobre o que está acontecendo. Isso porque a diplomacia estadunidense acredita que os russos utilizarão Griner como moeda de troca para conseguir concessões diplomáticas no que se refere à guerra. O Phoenix Mercury, time da atleta nos Estados Unidos, a liga de basquete WNBA e os parentes da familiar não estão se pronunciando sobre o caso por questões de estado.

Brittney recebe parabenização pelo título da WNBA do presidente Barack Obama

Caso condenada, Brittney pode passar cerca de dez anos na cadeia russa e dar um fim à sua carreira como jogadora profissional de basquete. Ela foi sete vezes parte do time de All-Stars da WNBA, uma vez campeã da liga e duas vezes medalhista de ouro olímpico. Aos 31 anos, ela é considerada uma das melhores jogadoras de sua gerações no esporte.

Brittney recebe cinco vezes mais para jogar na Rússia do que na WNBA. Além dela, outras dez jogadoras dos EUA também fazem rota similar, mas elas não foram detidas pelas autoridades de Moscou e conseguiram retornar para o seu país de origem.

Caso similar ocorreu com brasileiro

Em 2019, Robson Oliveira foi para a Rússia para trabalhar no estafe do jogador de futebol Fenando, que havia sido contratado pelo Spartak de Moscou. O motorista foi preso no dia 18 de março por levar para o pai do atleta um remédio de uso proibido para o país.

Robson ficou detido em solo russo entre março de 2019 e outubro de 2020. Sem apoio do próprio atleta, que já havia saído da Rússia em direção ao futebol chinês, Robson so foi liberado pelas autoridades de Moscou após forte pressão da comunidade do esporte em cima do caso, que levou ao presidente Jair Bolsonaro a pedir a extradição do brasileiro.

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Fotos: Getty Images


Yuri Ferreira
Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness.

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