Ciência

Missões para Júpiter, Saturno, Urano e Netuno irão desvendar os mistérios dos ‘planetas gigantes’

Vitor Paiva - 04/03/2022 às 18:49

Por conta da imensa distância que os separa da Terra e das condições extremas que impõem sobre as aeronaves em suas atmosferas, os chamados “planetas gigantes” do Sistema Solar – Júpiter, Saturno, Urano e Netuno – permanecem pouco explorados e compreendidos e, por isso, são cada vez mais visto como prováveis destinos para missões futuras, a fim de melhor conhecermos nossos vizinhos distantes e o próprio sistema onde nos encontramos. Algumas missões estão programadas para os próximos anos, e poderão levantar importantes descobertas tais planetas, suas luas, suas naturezas e composições.

Foto de Netuno tirada pela Voyager 2, a única nave a visitar o planeta, em 1989

Foto de Netuno tirada pela Voyager 2, a única nave a visitar o planeta, em 1989

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Em 2024, a NASA pretende lançar uma missão para investigar a lua Europa, ao redor de Júpiter, que parece possuir um oceano de água líquida sob sua superfície. Em 2026, a missão batizada de Dragonfly está programada para realizar exploração similar em Titan, lua que orbita Saturno. No mesmo período, uma missão em parceria entre a NASA e a Agência Espacial Europeia está sendo planejada, para visitar um ou mesmo ambos os chamados “gigantes gelados”, como são conhecidos Urano e Netuno e, além de estudar os planetas propriamente, tais missões tem como objetivo avaliar novos equipamentos de segurança e resistência enfrentando as condições extremas de cada lugar.

A face gelada do planeta Urano

A face do planeta Urano, um dos “Gigantes gelados”

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Algumas missões anteriores já enfrentaram as dinâmicas radicais de tais planetas, e oferecem dados importantes sobre como as naves e equipamentos serão recebidos no futuro: em 1989, a missão Galileo, por exemplo, foi lançada para estudar Júpiter e suas luas, e para entrar na atmosfera do planeta, enfrentou uma velocidade de 47,5 km por segundo e uma temperatura de 16.000℃ – três vezes mais alta que o calor do sol. A proteção contra o calor que a aeronave carregava se revelou então ineficaz, mostrando o quanto ainda a tecnologia precisa avançar para suportar a entrada em planetas gigantes.

Representação artística da entrada da Galileo em Júpiter

Representação artística da entrada da Galileo na atmosfera de Júpiter

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Além de avaliar o funcionamento dos equipamentos de segurança, bem como testar a autonomia e os sistemas das aeronaves para longas viagens, as próximas missões têm como objetivo conhecer mais dos planetas gigantes e distantes do Sistema Solar. As principais metas são determinar do que é composto o interior dos planetas gelados, e suas composições, assim como estudar a diferença do campo magnético dos planetas gasosos para outros planetas.

Detalhe em Júpiter fotografado pela Voyager 2

Detalhe em Júpiter fotografado pela Voyager 2

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© foto 1: NASA/JPL

© foto 2, 3, 4: Wikimedia Commons

 


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.

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