Arte

Zélia Duncan, Agnes Nunes, Bruxa no Cinema e outras 18 dicas culturais para sua semana

Gabriela Rassy - 10/03/2022 às 16:52 | Atualizada em 11/03/2022 às 10:40

Com atraso, mas com amor, a agenda da semana chega como? Cheia das delícias para deixar sua semana toda rebolante. Nos eventos presenciais, a volta da Sexta Básica com shows de Afrocidade, Francisco El Hombre e convidades especialissimis na São Paula. Rolam ainda shows de Zélia Duncan e Agnes Nunes no Rildijaneura.

Nos lançamentos da música, o bregadeirock da Malfeitona com Tertuliana (A Travestis), “Roqueira no Paredão” que saiu antes do Carnaval, mas que tá aqui para você ouvir o ano todinho. Vale ainda se ligar na “Eletro Bossa Nova” da dupla Banana Scrait e na faixa “Me Enfeita”, da Janine Mathias.

No cinema do CCBB SP, a mostra “Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” apresenta 25 produções que tratam do tema sob duas diferentes perspectivas.

Vem na minha!

#shows

Sexta Básica
Audio
Sexta, 11, 22h
R$ 50 a R$ 100
A festa comandada pelo DJ Thiagão está de volta com um lineup que é suingue purinho. Diretamente de Salvador, o Afrocidade sobe ao palco com participação especial de Rincon Sapiência e Cronista do Morro; Francisco El Hombre convida Céu e Braza; e as picapes ficam por conta do próprio Thiagão e pelo DJ Omulu.

Zélia Duncan
Teatro Rival Refit
11 e 12 de março
R$ 60 a R$ 140 pelo Sympla
A artista estava passando o som no palco quando recebeu a notícia que o show teria que ser adiado por causa da pandemia de covid 19. Quase dois anos se passaram até que finalmente ela volta com novas datas de ‘Tudo É Um’. Zélia será acompanhada por Ézio Filho (direção musical e baixo), Webster Santos (violões e guitarra), Léo Brandão (teclado e acordeon) e Christiano Galvão (bateria). No repertório, músicas do álbum Tudo É Um e canções que marcaram sua trajetória nesses 40 anos de carreira.

Agnes Nunes – Menina Mulher
Teatro Prudential
Sábado, 12, às 20h
R$ 90 – sympla
Com apenas 19 anos de idade a cantora Agnes Nunes emociona e se firma como uma das principais cantoras da nova geração. Ela leva para o palco o show do álbum “Menina Mulher”, que mostra a transição da jovem cantora, no seu amadurecimento de menina para mulher. Autora de inúmeros sucessos e de uma voz marcante, Agnes conta que o álbum foi pensado com amor e planejado por muito tempo para trazer a essência dessa nova etapa de sua vida.

#músicas

Malfeitona e A Travestis | Roqueira no Paredão
A maravilhosa união entre Malfeitona e Tertuliana (A Travestis) chegou junto no pré-Carnaval com um pagorock e bregadeirock para todas as pirigóticas mexerem a raba no paredão e, olha, o resultado tá um babado purinho.

Janine Mathias | Me Enfeita
Depois de “Devoção”, Janine Mathias apresenta a faixa inédita e pop, com produção de Rodrigo Campos, construída a partir de elementos do rap, MPB e música eletrônica. Composta por Raissa Fayet, a canção ganhou um videoclipe dirigido por Helena Sofia.

Ananda Barreto | Sereu
O projeto marca mais um passo da artista notável pelo seu estilo autêntico, ousado e pélvico, carregando em sua trajetória a fusão da dramaticidade e expressão do teatro com os sons dos quais foi influenciada: os ritmos populares do Nordeste, o samba de parêia, o coco, o brega, o jazz, o pop, o rock, a MPB e o flamenco (fruto dos quatro anos da sua passagem por Andalucia, Espanha). Em ‘Sereu’, a cantora encontra uma maneira despojada, dançante e perfomática para falar sobre a autoestima, questionamentos do lugar da mulher, suas lutas internas e os diálogos consigo mesma, com o outro, com o mundo e esse tal rompimento com as cobranças da sociedade.

Banana Scrait | Eletro Bossa Nova
O duo segue propondo um novo olhar para a música brasileira com o EP “Eletro Bossa Nova”, onde reimagina clássicos do gênero com um viés entre o eletrônico e o jazzístico. “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá, é exemplo dessa interpretação repaginada, e acaba de ganhar um clipe onde Andrea Agda e Daniel Arruda recebem Papangus, foliões inspirados pela cultura pagã.

Thais Feijão | Curumim
A cantora e compositora carioca lança o segundo single de uma série que vai compor seu segundo álbum solo; o primeiro single foi “Fevereiro”. Uma de suas características como artista é propor uma fusão de gêneros musicais associados à MPB, sua maior escola.

 

Jeza da Pedra e Xavier2bit | Dropado
O artista se une novamente ao produtor e beatmaker Xavier2bit para dar continuidade à vibração de sad love songs que a sua parceria propôs ao longo de 2021. O single “Dropado” é o primeiro gostinho de um novo EP, previsto para abril e intitulado “Amores Líquidos”. A faixa é uma espécie emo-trap sobre uma típica ressaca emocional com cara de trilha sonora de filmes do Tarantino e que casa perfeitamente com o pós-Carnaval.

#cinema

Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema
CCBB SP
De 11 a 28 de março
R$ 10 inteira e R$ 5 meia
Com uma seleção de 25 filmes, entre clássicos e contemporâneos, longas e curtas, de ficção, documentário, experimental e performances de países como Islândia, Nigéria, Dinamarca, República Tcheca, Síria, Zâmbia, França, Itália, EUA e América Latina, a mostra traz um olhar de como a figura da “bruxa” foi construída ao longo da história do cinema. A programação foi dividida em dois eixos temáticos. De um lado, os principais estereótipos que formam o arquétipo da bruxa no cinema ocidental, como “Suspiria”, de Dario Argento, “Temporada das Bruxas” de George A. Romero, e “O Mágico de Oz”, de Victor Fleming. Já no segundo eixo, a mostra apresenta contrapontos de reinvenção dessa figura, com destaque para filmes de cineastas mulheres e para uma perspectiva “decolonial”, como “Covil das Bruxas”, da ucraniana Maya Deren, “Amores Divididos”, da americana Kasi Lemmons, o islandês “A Árvore de Zimbro”, que tem como protagonista a cantora Bjork.

Festival “Volta ao Mundo: Macedônia do Norte”
À La Carte (streaming)
10 a 23 de março
A Macedônia do Norte destaca-se como dona de uma das cinematografias mais antigas do mundo. Segundo os historiadores, os primeiros registros cinematográficos macedônios aconteceram em 1905, pelos irmãos Milton e Janaki Manaki. Mas, esse pioneirismo não floresceu como se esperava. Raridade nos cinemas brasileiros, em 2019, o cinema macedônio chegou às nossas telas através do belo e emocionante “Deus é Mulher e Seu Nome é Petúnia”, da diretora Teona Strugar Mitevska, premiado no Festival de Berlim. Além dele, a seleção reúne sete filmes inéditos, sendo três curtas-metragens, um média e três longas, entre eles comédias, dramas e documentários, com participações e premiações em importantes festivais internacionais.

#visuais

A exposição de fotografia que não aconteceu na Semana de 22
Casa Guilherme de Almeida
De 12/03 até o final de 2022
terça a domingo, das 10h às 18h
Visitas devem ser agendadas – clique aqui
Até 20 visitantes por hora | Grátis
A partir do grupo de pesquisa “A fotografia e a Semana de Arte Moderna”, sob a coordenação do fotógrafo e pesquisador Guilherme Tosetto, a mostra apresenta registros fotográficos realizados durante os anos 1920, inclusive os que retratam o Modernismo e seus protagonistas. A partir de reflexões e de um amplo levantamento histórico extenso, foram propostas três linhas de investigação. O primeiro núcleo conta com imagens colecionadas por expoentes da Semana de 1922, como Heitor Villa-Lobos e Lasar Segall, este que utilizava os próprios registros fotográficos como referência para as obras que desenvolvia e no convívio com os demais modernistas. O segundo núcleo contempla o uso das fotos nas revistas ilustradas como A Cigarra, Fon-fon e Careta, que, no início do século XX, destacavam a fotografia e usavam o recurso de montagem e recortes. O terceiro núcleo reúne anúncios publicitários na imprensa dos anos 1920, época da entrada da Kodak no Brasil, que divulgava os modelos e acessórios fotográficos como forma de estimular os leitores a terem uma câmera como companheira no dia a dia.

 

#cênicas

Mostra Teatro Na Telona
Cine Satyros Bijou – Praça Roosevelt, São Paulo
11 e 13 de março
Gratuito (retirar 1h antes na bilheteria)
Passaporte de vacinação obrigatório
Neste fim de semana, a telona do Bijou será tomada por obras que transitam entre o teatro e o audiovisual. No dia 11 de março, sexta-feira, às 18h30, acontece a exibição de “No Meio do Caminho”, texto de Luh Maza, com direção de Danilo Miniquelli e, no sábado, 12 de março, também às 18h30, “Elephants”, texto de René Piazentin, com direção de Nelson Baskerville.

Fêmea
Sesc Interlagos
dias 12 e 19 de março, às 16h
Grátis – necessário comprovante de vacinação contra Covid-19
Com o objetivo de refletir sobre o que é ser mulher nos dias de hoje, a Cia do Despejo fez uma ampla pesquisa em teatro gestual e dança para desenvolver o espetáculo. A obra, dirigida por Carmem Soares, é construída a partir dos corpos femininos e suas interações com diversos objetos-símbolo associados à figura da mulher. Essa fisicalidade foi criada por meio do estudo da motricidade de animais usados para adjetivar negativamente as mulheres, como porca, galinha e vaca. As movimentações incorporadas afloram as distorções existentes entre a maneira como são comparadas, vistas, tratadas e seus corpos reais presentes.

#literatura

“iô”, de Camila Lourenço (Editora Penalux)
iô é uma mulher criada em uma ecovila, distante do que sobrou da sociedade devastada pela quarta revolução industrial. Ela cresceu com o pé no barro e a barriga cheia de água de cachoeira. É dedicada a amar à sua deusa e aos seus, devoção tão suave quanto balançar na rede sentindo a brisa da mata. Até que Dante, homem da cidade, crescido entre plástico e ferrugem, chega à vila. A brisa vira tornado e iô sente o amor queimar. Em chamas, ela o segue para além de seu mundo, levando sua visão selvagem e motivação nada frágil.

Vidas rebeldes, belos experimentos, de Saidiya Hartman (Editora Fósforo)
Neste estudo magistral e inovador sobre a população dos cinturões negros da Filadélfia e de Nova York, Saidiya Hartman se vale do método da fabulação crítica para dar voz às personagens por ela estudadas, em sua maioria jovens negras “em franca rebelião”. Ao combinar um estilo literário a uma extensa pesquisa de arquivos, documentos e imagens, Hartman descreve o mundo através dos olhos dessas mulheres e se propõe a “recriar a imaginação radical” delas, oferecendo uma nova mirada sobre esse grupo social. Na pesquisa rigorosa e sensível de Hartman, a população negra deixa de ser encarada como objeto condicionado por habitações insalubres, trabalhos degradantes, prisões arbitrárias e toda sorte de violência, e passa a ser vista como um sujeito capaz de modificar o tecido social e cultural ao oferecer novas respostas e formas de resistência.

#gastronomia

Charco 3 anos
Localizado em um antigo sobrado da rua Peixoto Gomide, nos Jardins, o Charco traz ao público paulistano um menu norteado pela brasa. Quem assume a cozinha é o chef Tuca Mezzomo, que agora lança um menu degustação exclusivo, em comemoração aos 3 anos de sucesso, de 10 a 13 de março. Serão 8 etapas, servido preferencialmente mediante reserva. O menu terá valor de R$250 por pessoa.
Reservas: pelo WthasApp (11) 94631-4065

 

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Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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