Diversidade

Lei decide que mulheres surdas vítimas de violência terão atendimento em Libras

Roanna Azevedo - 20/04/2022 às 09:14 | Atualizada em 25/04/2022 às 08:31

Foi aprovado na terça-feira (12) pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto de lei que prevê o direito de atendimento em Libras às mulheres com deficiência auditiva que sejam vítimas de violência. Os deputados estaduais Dani Monteiro (PSOL) e Waldeck Carneiro (PSB) são os autores da proposta.

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Os autores do projeto de lei, Waldeck Carneiro (PSB) e Dani Monteiro (PSOL).

“Essas mulheres sofrem quando não conseguem expressar as circunstâncias, a dor e o processo de violência a que estiveram submetidas pela falta de comunicação na língua falada. Elas passam por constrangimentos enormes em seus depoimentos nas esferas públicas, notadamente nas delegacias de polícia. Muitas vezes sofrem um processo de culpabilização pela violência que a atingiu e todo este quadro se complica”, explicou Waldeck.

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O projeto, portanto, tem por objetivo fazer com que os órgãos públicos de acolhimento, denúncia e encaminhamento ofereçam profissionais, de preferência do gênero feminino, com alguma fluência em linguagem brasileira de sinais. Todo o processo de atendimento precisa ser seguro e receptivo com as vítimas.

Órgãos públicos de acolhimento, denúncia e encaminhamento devem oferecer profissionais, de preferência do gênero feminino, proficientes em Libras.

“Garantir que elas sejam atendidas em ambiente reservado e acolhedor por profissionais proficientes em Libras é o mínimo que o Estado pode fazer para dar um atendimento adequado e afetuoso a essas mulheres implicadas em processos de violência”, complementou Waldeck.

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É importante lembrar que o projeto ainda não foi sancionado, podendo inclusive receber veto governamental.

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Foto 1: Divulgação

Foto 2: Westend61/Getty Images


Roanna Azevedo
Diretamente da zona norte do Rio, é jornalista por profissão e curiosa por conta própria. Ama escrever sobre cinema e o universo do entretenimento há mais de dois anos. Tem paixão por tudo que envolve cultura, música, arte e comportamento, além de ficar sempre ligada no que rola no mundinho da comunicação nas redes sociais.

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