Ciência

Nenhuma criança morreu por causa da vacina contra a covid, diz Saúde

Redação Hypeness - 28/04/2022 às 14:39

Um boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde revelou que nenhuma criança morreu por conta das vacinas contra a covid-19 no nosso país.

No ano passado, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga havia chegado a dizer que 3.934 óbitos haviam ocorrido no Brasil devido a vacina. A informação era mentirosa e causou desinformação.

Vacinação das crianças foi um sucesso, reduzindo mortes e com baixa taxa de eventos adversos; nenhuma morte foi relacionada ao uso dos imunizantes no país

Boa parte das notícias falsas plantadas pelo movimento anti-vacina tinham como foco a vacinação infantil, relacionando a morte de crianças com o uso dos imunizantes para a covid-19 de forma falsa. Agora, o Ministério da Saúde  – comandado por Jair Bolsonaro, um presidente que não se vacinou contra a doença e propaga desinformação antivax – confirma que não houve mortes relacionados ao uso da vacina.

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Vacinação sem relação com mortes

Desde junho de 2021, milhões de crianças foram vacinadas no Brasil. Até março de 2022,  3.463 eventos adversos foram registrados em crianças no pós-vacina. Esse número inclui dores de cabeça, febres altas e outras reações comuns da vacina.

419 foram considerados graves e 38 resultaram em óbito. Das mortes, nenhuma delas foi correlacionada de fato com os imunizantes Pfizer e Coronavac, cujo uso é autorizado nas faixas etárias abaixo de 18 anos:

  • 23 mortes foram consideradas reações coincidentes ou inconsistentes
  • 13 são inclassificáveis
  • 2 tem informações conflitantes sobre a causalidade

 

A maior parte dos casos de óbito foram relacionados à vacina Pfizer (36) e dois foram relacionados ao imunizante Coronavac (2).

No Brasil covid-19 matou mais de 1400 crianças de 0 a 11 anos de idade, sem contar adolescentes, até o mês de janeiro de 2022.

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“A gente já esperava esse resultado [da Pfizer]; e no caso da CoronaVac é uma vacina de vírus inativado, igual a outras usadas há muita décadas e nada reatogênica”, avalia Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunologia, ao UOL.

“A gente quer proteger crianças e adolescente com segurança, e está provado –aqui e no mundo– que evento adverso é extremamente raro. Esses dados mostram, para quem tinha medo ou receio de levar seu filho, que é hora vacinar! É o momento de vencer a desinformação”, completa Mônica Levi, SBIm

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