Ciência

Neurocientista diz o que já se sentia: ‘o amor é tão necessário quanto água e comida’

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Redação Hypeness - 29/04/2022 às 09:29

O que é necessário para vivermos? Além de água e comida, precisamos de amor. E isso não é papo hippie não. Quem afirma é a neurocientista Stephanie Ortigue. Pesquisadora da ciência das conexões humanas, Ortigue tinha dificuldades em compreender completamente a importância do amor em sua vida até conhecer John Cacioppo em uma conferência de neurociência.

Ele era conhecido por popularizar o conceito de que a solidão prolongada pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar e logo despertou o interesse dela. Unidos pelo amor e pela ciência, logo se casaram.

Neurocientista diz o que já se sentia: 'o amor é tão necessário quanto água e comida'

Neurocientista diz o que já se sentia: ‘o amor é tão necessário quanto água e comida’

“Eu disse a mim mesma que não estar em um relacionamento me tornou uma pesquisadora mais objetiva: eu poderia estudar o amor sem estar sujeita ao seu fascínio”, diz ela em seu novo livro, “Wired for Love: A Neuroscientist’s Journey Through Romance, Loss and the Essence of Human Connection” (“Conectada para o amor: a jornada de uma neurocientista através do romance, da perda e da essência da conexão humana”, em tradução livre).

—É possível o amor durar uma vida inteira? A ‘ciência do amor’ responde

O livro afinal é a história neurobiológica de como o amor reconecta o cérebro – tudo isso conectado a sua história de amor pessoal que terminou na triste morte de John em decorrência de um câncer, em 2018. Ali, Stephanie discute os efeitos do amor no cérebro, como combater a solidão e como o amor é literalmente uma invenção da imaginação.

Confira algumas de suas declarações ao The New York Times:

“Quando nos apaixonamos por alguém, a primeira coisa que notamos é como é agradável. Isso acontece porque o cérebro libera neurotransmissores de bem-estar que elevam nosso humor. (…) Nossos níveis do hormônio e do neurotransmissor norepinefrina aumentam, e isso nos faz perder a noção do tempo (…) Quando estamos apaixonados, podemos nos alimentar de forma irregular ou nos fixar em pequenos detalhes, nos preocupando em enviar “a mensagem de texto perfeita”, “dizer as palavras perfeitas” e, em seguida, repetir a mensagem ou o telefonema em nossa cabeça várias vezes”.

“O amor é uma necessidade biológica, assim como água, exercício ou comida. Minha pesquisa me convenceu de que uma vida amorosa saudável é tão essencial para o bem-estar das pessoas quanto uma boa nutrição. Essa vida amorosa pode incluir seu amado parceiro, seu círculo de melhores amigos, sua família ou até mesmo seu time favorito”.

“Se você não sente que tem um relacionamento significativo, é como se estivesse socialmente sedento, e seu cérebro lhe dá um sinal para que você saiba que precisa ajudar seu corpo social. Alguns dos mesmos alarmes que disparam quando as pessoas estão com sede disparam quando se sentem socialmente desconectadas de outras pessoas. A chave é não reprimir esses sentimentos. Eles existem para nos ajudar a sobreviver; precisamos superar o problema”.

Veja a entrevista completa aqui.

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Fotos: Getty Images
Informações: The New York Times


Redação Hypeness
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