Inovação

Primeiro teste de gravidez de farmácia para pessoas cegas

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Redação Hypeness - 29/04/2022 às 09:29 | Atualizada em 29/04/2022 às 15:57

Já imaginou estar grávida e não ser a primeira a saber? Esta é a situação das mulheres cegas e com visão reduzida, que contam precisam de ajuda para interpretar o resultado dos testes de gravidez. Isso pode mudar, graças a um protótipo que é focado na acessibilidade.

Criado pelo designer de produto Josh Wasserman, em parceria com a instituição de caridade Royal National Institute of Blind People (RNIB), o primeiro teste de farmácia focado em pessoas cegas deve dar às mulheres a chance de descobrir a gestação pelo tato.

Ainda em fase de testes, o teste permite que o resultado seja sentido, usando uma grande área tátil com saliências levantadas para indicar a gravidez. “Foi interessante pensar de forma diferente sobre como podemos utilizar os diferentes sentidos, talvez não pensemos tanto nisso”, disse Wasserman em comunicado. “Todos falaram de como um momento importante em suas vidas se tornou mais difícil e, em alguns casos, realmente traumático, por ter que envolver outra pessoa”.

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Durante a pesquisa, desenvolvimento e testes com a comunidade cega e com deficiência visual, todo o espectro da perda de visão teve que ser levado em consideração. Assim, a proposta inclui um novo desenho e não apenas a forma de mostrar o resultado. A parte superior é colorida e de alto contraste, facilitando para quem tem visão parcial ou comprometida. A forma é mais fácil de navegar pelo toque com diferentes superfícies texturizadas, design ergonômico e uma ponta absorvente 50% maior.

O protótipo faz parte da campanha Design for Everyone do RNIB, que visa inspirar empresas e designers a priorizar a acessibilidade na criação de produtos e serviços.

“Toda mulher tem o direito de saber se está ou não grávida.” Este slogan, retirado de um anúncio de 1971 da marca inglesa de testes de gravidez Predictor, é citado na explicação do RNIB, para destacar o fato de que até o presente “todos os testes dependem de resultados visuais”

Eleanor Southwood, presidente do RNIB, acrescentou: “Queríamos projetar e criar um protótipo de prova de conceito para mostrar que isso pode ser feito. O design acessível não é algo que está longe no futuro; está aqui e agora, e queríamos que designers iniciantes pudessem pensar de forma acessível no futuro compartilhando nosso trabalho.”

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Para mulheres com perda total de visão, um código QR pode ser lido usando um smartphone para permitir que elas recebam seus resultados em um formato digital acessível. Esta opção, no entanto, exige que eles forneçam seus dados pessoais. A data de lançamento do teste no mercado ainda não foi divulgada.

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fotos: getty images e divulgação


Redação Hypeness
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