Sustentabilidade

Projeto da USP promove capacitação de mulheres para o cultivo de plantas medicinais

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Redação Hypeness - 17/04/2022 às 20:41 | Atualizada em 29/04/2022 às 15:54

As plantas medicinais são usadas desde sempre para melhorar a qualidade de vidas dos seres humanos – Com relatos do uso de diversas espécies que antecedem o nascimento de Jesus Cristo, hoje as plantas fitoterápicas são amplamente cultivadas no mundo todo. Agora, um projeto da USP chega para fazer esse resgate e capacitar mulheres para o cultivo dessas plantas medicinais.

Chamado Horto Medicinal para Mulheres, o projeto nasce para ensinar técnicas de cultivo e reconhecimento de espécies medicinais de plantas. A ideia é permitir que mulheres em vulnerabilidade social tenham maior contato com o ambiente natural e tenham nas plantas agentes de inclusão social.

Dentro do Edital Inclusão Social e Diversidade na USP, o projeto contempla a temática “Igualdade de Gênero e outros Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, da agenda proposta pela ONU aos chefes de Estado e de governo em 2015, para serem cumpridos até 2030.

Segundo a professora responsável pelo Horto da FCFRP, Simone de Pádua Teixeira, o projeto foi a solução encontrada para envolver atividades profissionalizantes para essas mulheres de Ribeirão Preto. “O Horto foi um caminho para o desenvolvimento dessa ideia por causa dos seus diversos ambientes agradáveis, que permitem um contato maior das pessoas com os elementos da natureza”, explica à Laura Oliveira, do Jornal da USP.

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Para a professora Carolina Aires, as mulheres selecionadas para o projeto enxergaram, de alguma forma, a possibilidade de aprender algo novo e, no futuro, empreender e ter maior independência financeira. Na primeira das sete visitas previstas até junho ao Horto, as mulheres conheceram todos os espaços e projetos em desenvolvimento e assistiram à palestra Descomplique: Empreendedorismo, promovida pelo Sebrae.

Além do cuidado com a terra, as participantes terão informações sobre educação ambiental, segurança alimentar, identificação e análise micronutricional de plantas e capacitação técnica para obtenção de matérias-primas, extratos e óleos essenciais, a serem utilizados em produtos.

Ivonete Vieira da Silva Theodoro, de 59 anos, e sua filha Kesia da Silva Theodoro, de 24, participantes do projeto, acreditam que o conhecimento sobre as plantas, especialmente as não convencionais, é muito importante. “Eu estou muito grata por estar nesse projeto, por aprender novas coisas, esse projeto é muito maravilhoso”, conta Kessia entusiasmada.

O projeto coordenado pela professora Hosana Maria Debonsi, da FCFRP, e Rodrigo Augusto Santinelo Pereira, da FFCLRP, também tem a parceria da Associação Espírita Seara de Amor, que promove assistência e promoção social de crianças, jovens e mães com baixa renda do bairro Monte Alegre em Ribeirão Preto, e com o Programa Mãos Estendidas, projeto para o empoderamento feminino e pelo rompimento da violência contra a mulher, além da prevenção através da conscientização e sensibilização. O apoio é da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.

Além das professoras Carolina, Simone e Hosana, participam as professoras da FCFRP Elaine Cristina Pereira de Martinis, Carem Gledes Vargas Rechia, Lorena Rigo Gaspar Cordeiro, cinco alunas bolsistas e apoio técnico de Edimárcio da Silva Campos.

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Consumo de Plantas Medicinais

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de fitoterápicos aumentou em todo o mundo nas últimas décadas. Cerca de 80% da população mundial faz uso de algum tipo de erva na busca de de qualidade de vida, seja no alívio de dor ou de alguma sensação desagradável. E não é apenas de conhecimento ancestral e caseiro que estamos falando. Desse total, pelo menos 30% veio por indicação de médicos.

A própria OMS vem incentivando o uso das plantas medicinais como alternativa aos remédios alopáticos que têm alto custo, além de outras problemáticas que podem surgir do uso contínuo de medicamentos.

São muitas as espécies de plantas medicinais que têm eficiência terapêutica e uso comprovadamente seguro, como gengibre, alho, guaraná, camomila e calêndula. Essas são só algumas das 28 indicadas pelo Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Ministério da Saúde.

Todas estão cientificamente aprovadas a serem utilizadas pela população nas suas necessidades básicas de saúde, já que têm fácil acesso, baixo custo e compatibilidade cultural com as tradições populares. As plantas medicinais classificadas como produtos naturais podem ser comercializadas livremente, de acordo com a lei brasileira.

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Com informações do Jornal da USP

Fotos: Divulgação/FCFRP

Fotos destaque: Getty Images


Redação Hypeness
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