Arte

Ancestralidade e pertencimento em caneta esferográfica na arte de Nicolas V. Sanchez

16 • 05 • 2022 às 10:21
Atualizada em 18 • 05 • 2022 às 09:12
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Nicolas V. Sanchez é um artista estadunidense com ancestralidade mexicana. Os seus mais de 250 mil seguidores no Instagram acompanham, em geral, a visão do caderninho de Sanchez, onde o artista desenha com caneta esferográfica o mundo (e a memória) à sua volta.

Retratos de família são rememorados em imagens realistas feitas na caneta esferográfica

Suas fantásticas obras começaram a ganhar o mundo por conta de sua técnica mesmerizante e também por sua ótica única sobre a sua própria vivência.

Criado no Meio-Oeste, região majoritariamente agrária dos EUA, Sanchez recria paisagens de sua memória combinando a ruralidade do Michigan com sua ancestralidade mexicana.

– O desenhista hiper-realista nigeriano que ‘fotografa’ com carvão; e que viralizou ao retratar um comediante

“Nasci de pais imigrantes de Guanajuato, no México, que migraram para os Estados Unidos para constituir família. Cresci em meados de Michigan, na região de Lansing, com meus pais e dois irmãos. Nas minhas obras, eu retrato minhas experiências crescendo em um ambiente com duas culturas”, contou o artista ao site Colossal.

Trabalho único do artista mostra talento exuberante com equipamentos simples

“Imagens de animais rurais, paisagens e família são o assunto principal do meu trabalho, e todos derivam de uma combinação de onde cresci no Meio-Oeste e da história rural da minha família no México”, completa.

Para ele, o realismo e a ponta da caneta são um meio para se chegar ao tempo perdido, em imagens quase proustianas guardadas em seus diversos sketchbooks. 

Ancestralidade mexicana e vivência em região branca dos EUA marcam experiência de Sanchez

“Às vezes, meu trabalho inclui lembranças realistas de pessoas e lugares da vida no Centro-Oeste, e às vezes exploro memórias fugazes onde a linha é borrada entre o familiar e o desconhecido. Há uma sensação de incerteza, mas uma familiaridade de espaço, quando estou olhando para as memórias e como elas me impactam agora. Eu também cresci passando tempo na floresta, explorando a vida selvagem local e bairros rurais. Minha atração pela natureza e pelos animais sempre fez parte de quem eu sou”, completou.

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Fotos: Reprodução/Instagram


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