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Bixiga 70: músico da banda é acusado de violência doméstica por ex-companheira; ele nega

Redação Hypeness - 11/05/2022 às 11:53 | Atualizada em 11/05/2022 às 12:07

Maurício Fleury, tecladista e guitarrista da banda Bixiga 70, foi acusado de violência doméstica e sexual pela DJ e editora de vídeos Giuliana Nunez.

Nas denúncias, a ex-namorada do músico afirma que ele tentou asfixiá-la dentro de um estúdio na própria residência onde morava. O artista nega as acusações feitas pela ex.

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Tecladista da banda ‘Bixiga 70’ é acusado de violência doméstica, psicológica e sexual por ex-companheira

Giuliana revelou as denúncias para amigos em um grupo de WhatsApp. Ela afirma que Maurício Fleury a enforcou e a jogou contra um piano, causando ferimentos graves em suas costas. Além disso, ela relata episódios de violência psicológica e sexual.

“Sozinhos em nossa casa, ele me pegou por trás e me jogou no chão com força e velocidade. Quando eu fui impactada no chão, senti profunda dor e confusão. Ele já estava com o joelho no meu pescoço, deixando o peso do corpo para pressionar minha garganta, me tirando o ar. Sem possibilidade de reação, ele subiu em cima de mim e colocou um joelho em cada mão minha, contra o chão, completamente imobilizada, começou a me sufocar com as suas duas mãos”, disse a DJ.

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“Eu não conseguia me socorrer e nem fazer absolutamente nada, eu fiquei sem ar até chegar o ponto de temer pela minha própria vida. Ele me soltou, me pegou pelas pernas e começou a me arrastar para fora do estúdio, por mais que eu gritasse pedindo pra ele parar porque estava me machucando, ele continuava me puxando com toda a força, até bater minhas costas contra um piano e abrir um corte nas minhas costas”, completou.

Na continuidade das mensagens, Giuliana também relatou ter sido estuprada pelo tecladista do Bixiga 70. “Quando [ele] me abusou sexualmente, justificou esquecimento e eu acreditei. Porém, lembrar ou não, não muda o fato de eu ter dito que não queria transar e a resposta dele foi ‘nada a ver’ e me virou a força e me violou”, disse a DJ.

A DJ abriu um Boletim de Ocorrência contra Maurício.

O tecladista do Bixiga 70 se manifestou por meio de nota negando as acusações.

“Não sou agressor e não sou agressivo, nunca tive nenhum caso de violência, contra ninguém, em toda a minha vida. É necessário dizer que, assim como nunca quis expô-la negativamente durante a relação, também agora não irei entrar em conflito de narrativas expondo publicamente fatos e situações de nossa vida”, diz ele no texto (confira a íntegra ao final da matéria). 

Bixiga 70 é criticada por nota

De acordo com as denúncias de Giuliana, ela alertou outros membros do Bixiga 70, mas foi ignorada. A banda se pronunciou através de comunicado no Instagram.

Na nota, os membros afirmaram que Maurício decidiu se afastar do grupo em meio às acusações. O conjunto preferiu não se manifestar diretamente sobre o tema.

“Vale ressaltar que em sua longa trajetória junto ao Bixiga 70, jamais a banda presenciou atitudes que sugerissem comportamento misógino ou violento. Pelo contrário, sempre se mostrou uma pessoa correta. A banda reconhece e apoia o direito de toda e qualquer vítima de violência, sobretudo mulheres, sentir-se segura e protegida para fazer as denúncias que julgar pertinentes. Em razão disso, não iremos nos manifestar a respeito das acusações, o que será feito, no momento e forma apropriados, pelo próprio Mauricio”, disse o grupo.

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A nota foi duramente criticada por fãs do Bixiga 70, que viram no comunicado uma tentativa de desmerecer as palavras da vítima. Além disso, eles foram acusados de “passar pano” para Maurício. A banda se retratou novamente, afirmando que “reproduziu machismo”, mas, novamente, não comentando as denúncias de Giuliana.

“Compreendemos que, na ânsia por dar uma resposta às denúncias públicas, acabamos por reproduzir uma forma comum de machismo, reforçando descrédito à palavra das mulheres que denunciam violências. Por isso, nos responsabilizamos e queremos nos retratar publicamente, nos comprometendo a olhar atentamente para o caso e tomar medidas concretas, buscando garantir o direito de fala, e da não revitimização das pessoas envolvidas”, afirmou o Bixiga70.

Maurício Fleury alega inocência e nega as acusações, afirmando que “nunca foi agressor ou agressivo”. O músico disse que o relacionamento era “abusivo” por “ambas as partes”.

A nota completa de Maurício Fleury: 

“Primeiramente, gostaria de falar que, apesar do desconforto de ser eu o alvo da denúncia, defendo a importância de se garantir o direito de que todas as mulheres possam ter sua narrativa pública sobre o que viveram. Me coloco aqui à disposição para ouvir e aprender, mas gostaria também de ter o direito de ser ouvido e de me defender — sem desqualificar ninguém e nem fugir do que for de minha responsabilidade. 

Em relação às denúncias que vieram a público nos últimos dias, são fruto de uma relação extremamente conturbada e tóxica, com erros de ambas as partes, mas não posso, porém, diante da exposição, deixar de me manifestar e dizer que não cometi os crimes dos quais estou sendo acusado. É importante dizer que, da minha parte, sempre busquei o diálogo, mesmo depois da separação, tentando encontrar um caminho decente, e respeitoso, para ambos e cedendo em diversos pontos por entender que dessa forma poderíamos encontrar um desfecho positivo para nosso relacionamento. 

Não sou agressor e não sou agressivo, nunca tive nenhum caso de violência, contra ninguém, em toda a minha vida. É necessário dizer que, assim como nunca quis expô-la negativamente durante a relação, também agora não irei entrar em conflito de narrativas expondo publicamente fatos e situações de nossa vida. 

Desejo apenas elucidar o ocorrido para que ambos possamos seguir nossas vidas em paz. 

Por último, na esperança de não decepcionar amigos, amigas e admiradores do meu trabalho, quero comunicar que resolvi me afastar da banda Bixiga 70 e, que irei me concentrar na melhor maneira de exercer meu direito de defesa, sem incorrer na revitimização das pessoas envolvidas no processo, sem invalidar a dor de ninguém, nem alimentar ou aumentar a cultura do ódio que move as discussões em redes sociais”.

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Fotos: Destaques: Reprodução/Youtube Foto 1: Reprodução/Youtube Foto 2: Divulgação/Nicole Heiniger


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