Ciência

Cientistas encontram misteriosa ‘estrada de tijolos amarelos’ no fundo do Pacífico

16 • 05 • 2022 às 19:23
Atualizada em 19 • 05 • 2022 às 10:41
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Uma formação rochosa encontrada nas profundezas do Oceano Pacífico por missão do navio de exploração Nautilus, ao norte do Havaí, foi apelidada de “estrada de tijolos amarelos para Atlântida”, por parecer um caminho de tijolos claros e mágicos no fundo do mar. A descoberta foi realizada por veículo operado remotamente durante estudo sobre os montes submarinos Lili’uokalani Ridge, e inicialmente pareceu de fato uma construção realizada por humanos: a chamada brinca com a semelhança entre a rocha e o caminho dourado presente no clássico “O Mágico de Oz”, feito fosse um caminho para a mitológica cidade submarina perdida.

A "estrada de tijolos dourados" encontrada no fundo do Oceano Pacífico

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A imagem de blocos retangulares distintos no fundo do mar revelada pela expedição foi esclarecida pelos cientistas no vídeo. “O que pode parecer uma estrada de tijolos amarelos para a mítica cidade de Atlântida é realmente um exemplo de geologia vulcânica ativa antiga!”, dizem os especialistas. “Nosso Corpo de Exploração testemunhou formações geológicas incrivelmente únicas e fascinantes enquanto mergulhava no Lili’uokalani Ridge, dentro do Monumento Nacional Marinho Papah’naumokuakea”, explicaram. “É a estrada para Atlântida”, brincou um dos cientistas, que também comentaram sobre como a rocha vulcânica parece seco, apesar de estar submerso.

Outro detalhe do trecho de solo vulcânico singular descoberto em expedição recente

Outro detalhe do trecho de solo vulcânico singular descoberto em expedição recente

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Em outro trecho, os cientistas comentam sobre como as fraturas parecem marcas de pneus no solo submarino. Segundo informações incluídas no texto de apresentação do vídeo, as “fraturas” em “90 graus” são relativas ao processo de aquecimento e esfriamento das erupções múltiplas no ponto, localizado a cerca de 1 mil metros de profundidade. “Em um primeiro olhar, o efeito é facilmente confundido com um caminho para um maravilhoso mundo novo – e, de certa forma, isso não está completamente errado”, diz a divulgação, com relação à importância das descobertas geológicas marítimas realizadas pela expedição.

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“Cientistas estão estudando as comunidades microbianas que residem entre as crostas de ferro e manganês encontradas sobre as superfícies rochosas, e como as características das crostas variam de região para região nas bacias oceânicas, assim como os microrganismos que vivem lá”, explica o texto, a respeito da importância científica da expedição. “Esses estudos ajudarão a oferecer informações essenciais sobre as comunidades que vivem nos montes submarinos, fundamentais para medidas de conservação”, conclui. Além do fundo do mar, a “estrada de tijolos amarelos” também aparece na clássica canção “Goodbye Yellow Brick Road”, de Elton John.

Braço mecânico do veículo que realizou a expedição coletando parte da rocha vulcânica

Braço mecânico do veículo que realizou a expedição coletando parte da rocha vulcânica

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