Ciência

Covid: descoberta de 2 novas subvariantes na África do Sul podem apontar futuro da pandemia

Redação Hypeness - 06/05/2022 às 09:19 | Atualizada em 06/05/2022 às 09:19

Os casos de coronavírus estão surgindo novamente no mundo todo – mas sem aumento do número de mortes. Na África do Sul, especialistas em saúde pública estão monitorando a situação. Pioneiro ao detectar a variante Ômicron da Covid-19, o país africano acompanhou um declínio nos casos depois de atingir um pico de pandemia em dezembro. Mas recentemente os casos triplicaram. As taxas de testes com resultado positivo aumentaram e as hospitalizações também, como afirmam autoridades de saúde do país.

O aumento aponta para uma possível quinta onda, com pico ligado à BA.4 e BA.5, duas subvariantes que fazem parte da família Ômicron. Tulio de Oliveira, diretor da Plataforma de Sequenciamento de Pesquisa e Inovação KwaZulu-Natal da África do Sul, falou com o The New York Times sobre essas novas cepas demonstrarem como o vírus está evoluindo de maneira diferente à medida que a imunidade global aumenta.

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“O que estamos vendo agora, ou pelo menos talvez os primeiros sinais, não são variantes completamente novas surgindo, mas as variantes atuais estão começando a criar linhagens de si mesmas”, disse o Dr. de Oliveira. Desde sua identificação inicial na África do Sul e Botsuana, em novembro passado, a Ômicron produziu várias subvariantes.

Alguns cientistas estão tentando entender o que o pico de BA.4 e BA.5 na África do Sul, que se concentra principalmente nas províncias de Gauteng, Western Cape e KwaZulu-Natal, diz sobre a imunidade de infecções anteriores da mesma variante.

Na África do Sul, os pesquisadores estimam que cerca de 90% da população tem alguma imunidade, em parte por inoculação, mas em grande parte por causa de infecções anteriores. No entanto, a imunidade à infecção geralmente começa a diminuir em cerca de três meses. É natural ver a reinfecção neste estágio, principalmente devido à mudança de comportamento das pessoas, como usar menos máscaras e viajar mais, disse o Dr. Ali Mokdad, epidemiologista da Universidade de Washington e ex-Centers for Disease Control and Prevention.

Dados mostram que em pessoas não vacinadas, BA.4 e BA.5 escapam das defesas naturais produzidas por uma infecção com a variante Ômicron original, conhecida como BA.1, que fez com que a contagem de casos disparasse na África do Sul no inverno passado, disse o Dr. de Oliveira . O resultado são infecções sintomáticas com as novas subvariantes. Essa seria a razão, segundo o Dr. de Oliveira, pela qual está começando a alimentar uma onda na África do Sul.

Os cientistas ainda estão estudando se essa nova onda cria doenças mais leves ou mais graves, e não está claro se as duas subvariantes podem surgir em outras partes do mundo. Qualquer que seja a variante dominante, “a lição aqui é interromper a transmissão é a mais importante”, disse Eric Feigl-Ding, epidemiologista que é o chefe da força-tarefa Covid-19 da Rede Mundial de Saúde.

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