Ciência

Destruição de satélites com mísseis da Terra e lixo espacial: primeiros passos para acabar com a prática

24 • 05 • 2022 às 17:42
Atualizada em 27 • 05 • 2022 às 10:21
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Um relatório da inteligência norte-americana anunciou que o país não irá mais realizar testes anti-satélite e irá incentivar outras nações a seguirem o mesmo caminho. “Esses testes são perigosos e não vamos realizá-los”, diz a vice-presidente Kamala Harris, da Casa Branca

O anúncio significa que os Estados Unidos estão determinados a encerrar operações de destruição de satélites que estão em órbita no espaço, mesmo os inativos, a fim de evitar a produção de lixo espacial, que pode acabar afetando o planeta Terra. 

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Até agora, China, Rússia e Índia eram outros países adeptos da prática de destruir um satélite quando o aparelho se torna inativo, por meio de atividades militares. De acordo com um relatório da inteligência norte-americana, essa prática era constante não somente para “limpar” satélites desligados, mas também como um treino para um cenário de guerra. Destruir satélites espiões ou mesmo os que são assumidamente de outros países é uma estratégia para “cegar o inimigo”. 

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Harris mencionou ainda que o plano de abandonar os testes anti-satélite veio após as ações da Rússia no ano passado. Precisamente, em 15 de novembro, quando Moscou deu luz verde para destruir um antigo satélite da era soviética com um míssil, manobra que foi condenada pelos Estados Unidos. O Kremlin reconheceu que o lixo espacial produzido nessa operação será uma ameaça “durante anos”. que garantiu que o lixo continuaria sendo uma ameaça “durante anos”.

Segundo a CNN, Os Estados Unidos realizaram seu último teste ASAT em 2008, com a missão de derrubar um satélite espião. “Os detritos começarão a reentrar na atmosfera da Terra imediatamente”, disse o Departamento de Defesa na época. 

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