Ciência

EUA faz 1ª audiência sobre OVNIs em 50 anos após relatório apontar 140 objetos avistados por militares desde 2004

17 • 05 • 2022 às 17:58
Atualizada em 19 • 05 • 2022 às 10:34
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Nessa terça-feira (17), o Congresso dos EUA fez a primeira audiência sobre objetos voadores não-identificados (OVNIs) em 50 anos.

A reunião acontece após uma série de imagens de OVNIs terem sua veracidade confirmada pelas forças de segurança do país. A partir daí, os congressistas decidiram abordar a questão publicamente no Capitólio.

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Há um ano atrás, a Marinha dos EUA tornou parcialmente público um relatório com mais de 400 incidentes envolvendo objetos voadores não-identificados. 143 casos sobre os OVNIs chegaram às mãos da imprensa norte-americana e da sociedade.

O documento não aponta nenhuma causa para os objetos, mas as autoridades estadunidenses também não confirmam (ou negam) que se tratam de discos voadores ou tecnologias extra-terrestres.

Como foi a audiência

Em 2020, a Marinha dos EUA confirmou que vídeo em que militares comentavam sobre OVNI era real

A audiência foi convocada pelo democrata Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara. Ele afirmou ao The New York Times que o objetivo da audiência era “quebrar o ciclo de sigilo excessivo e especulação com verdade e transparência”.

Essa é a primeira audiência desde 1969, quando um general da Força Aérea dos EUA foi ouvido depois de denúncias de OVNIs surgirem dentro dos círculos militares dos Estados Unidos.

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Foram ouvidas duas testemunhas principais no Congresso: Scott Bray, que é Chefe do Departamento de Inteligência Naval dos EUA, e Ronald Moultrie, Chefe de Inteligência de Defesa dos EUA. Ambos são grandes figuras dentro do Pentágono.

Durante a audiência, Bray afirmou que OVNIS– chamados de fenômenos aéreos inexplicáveis ​​ou UAPs pelos militares dos EUA – têm crescido em confirmação, disse o  Bray. Ele citou que sensores especializados nesse tipo de identificação estão recebendo mais informações desse tipo.

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O chefe da inteligência naval também afirmou que um aumento de drones e outros sistemas aéreos não militares não tripulados e “desordem aérea”, como balões Mylar, podem justificar o aumento dos sensores.

Ele também disse que o assunto é debatido com oficiais de baixa patente para que esses fenômenos sejam mapeados de forma mais clara. “As tripulações da Marinha e da Força Aérea agora têm procedimentos passo a passo para relatar UAPs em sua prancheta, na cabine”, afirmou.

Já Moultrie, considerado uma das principais figuras dentro do complexo de inteligência dos militares estadunidenses, afirmou que o governo deve encontrar um balanço entre transparência e segurança.

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“Temos consciência de nossa obrigação para proteger fontes sensíveis e também manter de forma segura os nossos métodos para identificação das UAPs. Nossa missão é acertar esse delicado equilíbrio, que nos permitirá manter o público confiante e, ao mesmo tempo, preservar nossa capacidade e nossas estruturas, tão importantes para nossos oficiais em serviço”, disse.

Ronald também afirmou que os objetos voadores não-identificados não são publicamente comentados por questões de segurança nacional. “Não queremos que nossos inimigos em potencial saibam exatamente o que nós estamos vendo ou o que podemos entender”, afirmou Moultrie.

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Fotos: © Getty Images


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