Sustentabilidade

Marlim azul de quase 700 kg é o segundo maior já pescado no Oceano Atlântico

30 • 05 • 2022 às 10:28
Atualizada em 30 • 05 • 2022 às 13:09
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Um grupo de pescadores sul-africanos pescou um dos maiores peixes da espécie Marlins Azul já capturados no Oceano Atlântico. O peixe de quase 700 kg é o segundo maior do tipo já pescado no Oceano Atlântico. A pesca do marlim azul é proibida no Brasil, já que a espécie consta de portaria do Ministério do Meio Ambiente como ameaçada de extinção.

De acordo com o DailyStar, três amigos estavam pescando com o renomado capitão Ryan “Roo” Williamson. A tripulação estava na costa centro-oeste da África, perto de Mindelo, Cabo Verde, quando o enorme peixe azul saiu do mar. O marlim azul imenso tinha 3,7 metros de comprimento e exatos 621 kg.

Foto original disponível no @ryanwilliamsonmarlincharters

De acordo com a mídia local, os homens “provocaram” o grande marlin azul das profundezas. Uma vez que o animal foi fisgado, os homens lutaram por cerca de 30 minutos, usando um carretel de pesca parrudo, até finalmente conseguirem colocar o peixe no barco. A tripulação então guardou o marlim azul em segurança no convés. Só a barbatana caudal do peixe tinha quase um metro de largura.

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Embora fosse enorme, este não era o maior já capturado nas águas. De acordo com o DailyStar, o peixe também conhecido como espadim azul era 14,5 kg mais leve do que o detentor do Recorde Mundial All-Tackle da International Game Fish Association (IGFA), que era o espécime de peixe capturado no Brasil em 1992.

Enquanto isso, de acordo com a OutdoorLife, Portugal retirou pelo menos dois marlins azuis do Atlântico pesando quase 500 kg, sendo que o último foi em 1993. Um 592 kg também foi pescado em 2015 na Ilha de Ascenção, por Jada Van Mols Holt, e esse ainda é o recorde mundial das mulheres da IGFA.

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Pesca proibida

Segundo norma da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República do Brasil, um marilm azul pescado ainda vivo, deve imediatamente ser devolvido ao mar. Caso o animal já esteja morto, seu corpo deve ser doado a instituição beneficente ou científica.

O pesquisador Alberto Amorim, coordenador do Projeto Marlim do Instituto de Pesca de Santos, lançou no ano de 2010 a “Campanha socioambiental de preservação do peixe-de-bico”, já que haviam muitos casos de pesca desordenada e morte da espécie.

“Em todo o oceano Atlântico, em 2009 foram capturadas 1.600 toneladas de sailfish. O Brasil capturou 432 toneladas (27%). Não é a quantidade, mas a nossa captura acontece na época e na área de desova e de crescimento do sailfish – litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo”, revelou o pesquisador ao site Bom Barco.

Em 2019, o Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) ajuizou ação penal contra cinco pescadores profissionais e o dono de embarcação pela pesca irregular, nas proximidades do arquipélago de Fernando de Noronha, de um marlim azul. O crime aconteceu em 2017 e o animal que pesava cerca de 250 quilos foi içado ao barco e morto, após quatro horas de resistência.

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Foto destaque: Tony Arruza/Getty Images/foto corpo: Reprodução/Instagram@ryanwilliamsonmarlincharters


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