Ciência

Minas Gerais registra 3 mortes por raiva humana em 1 mês; entenda

Redação Hypeness - 10/05/2022 às 14:53

Minas Gerais confirmou a morte de três pessoas por raiva humana na área rural do município mineiro de Bertópolis. As vítimas foram dois adolescentes de 12 anos e uma criança de 5 anos, moradoras de uma aldeia indígena, no Vale do Mucuri. Os últimos registros da doença no Estado antes dos novos casos tinham sido há 10 anos.

A primeira morte foi de um menino de 12 anos no dia 4 de abril. O segundo caso confirmado da doença foi de uma menina, também de 12 anos, notificado no dia 5 de abril. No dia 13, a paciente teve piora clínica e foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva, vindo a óbito no dia 29 de abril. “Ambos os casos estão relacionados a uma mordedura pelo mesmo morcego”, informou a secretaria.

Segundo a Secretaria de de Saúde de Minas Gerais, todos os casos estão relacionados com a mordida de um morcego. Além disso, o orgão aguarda a confirmação via exame laboratorial de um quarto caso suspeito.

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“Apesar de o indivíduo estar sem sinais de mordedura ou arranhadura por morcego, optou-se por investigar o óbito como tal em função da proximidade geográfica das ocorrências e dos hábitos da comunidade”, detalhou a autoridade estadual de saúde. Uma investigação epidemiológica foi iniciada para identificar as circunstâncias do contágio.

Ainda segundo a Secretaria de Saúde, o caso suspeito foi notificado no dia 21 também na área rural de Bertópolis. “Trata-se de paciente do sexo feminino, 11 anos, que apresentou sintomas inespecíficos como febre e cefaleia [dor de cabeça] e, devido ao parentesco com o segundo caso confirmado, foi notificada como suspeita e encaminhada para o hospital de referência, onde foram coletadas amostras laboratoriais”. A paciente segue em leito clínico, estável e em observação.

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As pessoas podem contrair a doença através da mordida de animais infectados, mas também por arranhões, como foi o caso de um dos meninos, atacado por morcegos. É possível que o paciente contaminado não apresente sintomas durante um intervalo de 45 dias, mas de acordo com o Ministério da Saúde, o tempo de incubação pode mudar de acordo com diferentes fatores, como a parte do corpo que serviu de entrada para a doença e a profundidade da mordida; em crianças se desenvolve mais rápido.

O vírus provoca mal-estar geral; pequeno aumento de temperatura; perda de apetite; dor de cabeça; náuseas; dor de garganta; fraqueza; irritabilidade; inquietude; sensação de angústia. Os sintomas podem durar de 2 a 10 dias.

Vacinas contra raiva

Diante da situação, a Unidade Regional de Saúde de Teófilo Otoni enviou doses de vacinas antirrábicas para a região da comunidade rural de Bertópolis. Até o dia 28, 982 pessoas das 1.037 que vivem ali já haviam sido vacinadas com a primeira dose da vacina contra a raiva humana.

“Outras 802 pessoas já tomaram a segunda dose, observando-se um intervalo de até sete dias. Na comunidade rural do município vizinho, Santa Helena de Minas, das 989 pessoas que residem no local, 593 foram vacinadas com a primeira dose”, informou a Secretaria de Saúde.

Foram fornecidas também vacinas e soro antirrábico humano para a população exposta, bem como vacina antirrábica animal para vacinação de cães e gatos da zona rural.

Nas grandes cidades, campanhas anuais são feitas pelo governo para imunizar animais domésticos e humanos contra a doença. O Brasil registrou 40 casos de raiva humana ao longo dos últimos 10 anos, com uma média de quatro casos por ano, sempre partindo de diferentes estados, com casos isolados.

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Com informações da Agência Brasil.


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