Inspiração

A história inspiradora de Renata Capucci, repórter da Globo que revelou diagnóstico de Parkinson

29 • 06 • 2022 às 10:12 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

A repórter Renata Capucci, de 49 anos, revelou que foi diagnosticada com a Doença de Parkinson há quatro anos: a jornalista compartilhou a informação durante um episódio do podcast Isso é Fantástico, sobre doenças neurodegenerativas, e fez questão de comentar o tema com a mesma franqueza e coragem com que enfrenta a própria doença. “Chegou a minha vez de me libertar. Porque viver com esse segredo é ruim”, afirmou Capucci.

A repórter Renata Capucci revelou que convive com o diagnóstico de Parkinson há 4 anos

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“Eu fui diagnosticada com Doença de Parkinson em outubro de 2018, quando eu tinha 45 anos. Hoje, eu tenho 49″, revelou a repórter, que fez questão de enfatizar a importância de não se esconder ou se encolher a partir do diagnóstico, especialmente para uma pessoa conhecida como ela. “Você se sente vivendo uma vida fake, porque parte de você é de um jeito e você fica escondendo a outra parte de outras pessoas, no meu caso a maioria das pessoas, porque eu sou uma pessoa pública”, disse.

A jornalista de 49 anos atualmente trabalha como repórter do dominical "Fantástico"

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Capucci relatou que os primeiros sintomas começaram a aparecer durante o período em que estava participando do programa Popstar, percebidos por outras pessoas que comentaram sobre como ela estava discretamente mancando. Ela, porém, só percebeu quando um dia percebeu seu braço enrijecido em casa, e foi levada ao hospital pelo marido, que é médico, e recebeu o diagnóstico. “Aquilo caiu como uma bigorna em cima da minha cabeça”, afirmou.

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A Doença de Parkinson se caracteriza por causar tremores, rigidez dos músculos e lentidão de movimentos, afetando cerca de 200 mil pessoas no Brasil. De acordo com a OMS, das mais de 10 milhões de pessoas que vivem com a doença no mundo, 10% a 15% são acometidos antes dos 50 anos, como Capucci. “Quatro anos depois, eu estou bem, eu sou feliz. Eu não quero virar mártir. Não quero que tenham pena de mim. Ao contrário, eu tenho orgulho da minha trajetória”, disse.

A repórter ao lado da atriz Maria Fernanda Cândido

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A jornalista declarando sua admiração pela cantora Linn da Quebrada

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Renata Capucci é carioca, formada em jornalismo pela PUC-Rio, e começou a trabalhar na Rede Manchete, migrando para a Rede Globo em 1995, onde apresentou diversos telejornais e programas, como Jornal Hoje e RJTV. Ela também esteve à frente do Desfile das Escolas de Samba, do Bom Dia Brasil, do programa De Olho no Big Brother, e hoje é repórter do Fantástico. Além de se tornar uma das profissionais mais queridos do jornalismo da Globo, ela também é especialmente adorada nas redes sociais – onde faz questão de compartilhar fotos com artistas que admira.

Renata Capucci com seu marido e duas filhas, em foto compartilhada em seu Instagram

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Casada com o cirurgião plástico Ivo Sternick, com quem tem duas filhas, Lily e Diana, Capucci também compartilha o amor por sua família em suas redes sociais – e com afeto e franqueza, ela vem tratando o novo momento de sua vida. “Eu tenho orgulho da maneira como eu encaro essa doença, porque eu encaro ela de frente hoje. ‘Senhor Parkinson, eu tenho você, você não me tem’. Eu me sinto feliz, apesar de tudo. Eu não sou café com leite por ter doença de Parkinson, eu faço todas as matérias. Não me sinto diminuída”, afirmou, durante o podcast.

"Não quero que tenham pena de mim. Ao contrário, eu tenho orgulho da minha trajetória”, ela disse

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© fotos: Instagram/@renatacapucciofficial/reprodução

 


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