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David Bowie: filme mergulha na estética andrógina do cantor que revolucionou música e artes

24 • 06 • 2022 às 10:14
Atualizada em 12 • 07 • 2022 às 10:02
Gabriela Rassy
Gabriela Rassy   Redatora Jornalista enraizada na cultura, caçadora de tendências, arte e conexões no Brasil e no mundo. Especializada em jornalismo cultural, já passou pela Revista Bravo! e pelo Itaú Cultural até chegar ao Catraca Livre, onde foi responsável pelo conteúdo em agenda cultural de mais de 8 capitais brasileiras por 6 anos. Roteirizou vídeo cases para Rock In Rio Academy, HSM e Quero Passagem, neste último atuando ainda como produtora e apresentadora em guias turísticos. Há quase 3 anos dá luz às tendências e narrativas culturais feministas e rompedoras de fronteiras no Hypeness. Trabalha em formatos multimídia fazendo cobertura de festivais, como SXSW, Parada do Orgulho LGBT de SP, Rock In Rio e LoollaPalooza, além de produzir roteiros, reportagens e vídeos.

Louco, são, homem, mulher, robô, o que é isso? A carreira do músico e ator David Bowie é tema do novo documentárioMoonage Daydream“. Muito elogiado após sua estreia no Festival de Cinema de Cannes, o longa dirigido por Brett Morgen, que tem experiência em documentários musicais inovadores, apresenta um tesouro em forma de imagens inéditas, entrevistas e gravações de décadas de carreira de Bowie.

O documentário, batizado com o nome da faixa três do aclamado álbum de Bowie de 1970, “Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, o mergulha na estética andrógina do cantor que revolucionou música e artes, passando por toda a sua produção criativa.

Documentário sobre David Bowie

David Bowie: filme mergulha na estética andrógina do cantor que revolucionou música e artes

David Bowie conheceu o sucesso pela primeira vez em 1969, com “Space Oddity”, e a partir dali ficou para sempre na cabeça (na consciência e nos ouvidos) do público até sua morte, em 2016. Poucos dias antes de deixar este plano, Bowie lançou seu último álbum “Blackstar”, que fechou sua carreira com crítica e público aos seus pés.

O diretor Brett Morgen chamou a atenção da mídia ao aparecer no tapete vermelho da exibição de Cannes. Enquanto a música clássica de Bowie, “Let’s Dance”, tocava nos alto-falantes, ele dançou pela icônica entrada do festival de cinema, mostrando toda sua empolgação com o lançamento.

—O icônico apartamento de David Bowie em NY vendido por 16 milhões de dólares

Os críticos que viram o filme em Cannes o descreveram como uma experiência de cinco estrelas. No The Guardian, Peter Bradshaw enalteceu o longa como “gloriosamente comemorativo”, enquanto Owen Gleiberman, da Variety, disse que era “uma meditação caleidoscópica sobre David Bowie, o astronauta da identidade do rock que muda de forma”.

O filme evita a abordagem mais tradicional de entrevistas com pessoas falando e trechos de locução em off e, em vez disso, oferece um fluxo visual de consciência inventado a partir dos próprios arquivos maciços do músico.

Morgen trabalhou na criação do filme por anos, explorando a ampla gama de material de arquivo que teve acesso e também fazendo pesquisas adicionais ao longo do processo. O resultado final é uma apresentação experimental da experiência de Bowie, mais do que uma biografia narrativa comum. Já estamos ansioses!

Confira o trailer:

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