Diversidade

Diversidade: empresa auxilia funcionários trans na hora de mudar de nome

09 • 06 • 2022 às 09:36 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Jornalista, escritor e músico, Vitor Paiva é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade.

Para auxiliar seus mais de cem funcionários trans e travestis a retificarem seus nomes em documentos oficiais, a Ambev anunciou a criação de um projeto direcionado e a contratação de advogados especializados. Intitulado “Me Chame Pelo Meu Nome (E Pronome Também)” o projeto é uma iniciativa inédita dentro da gigante de bebidas brasileira, e oferecerá o suporte necessário ao time de pessoas trans e travestis que trabalham na empresa.

O projeto auxilia no processo de retificação de nome para para as pessoas trans da empresa

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O suporte oferecido será todo gratuito, e a campanha também inclui uma doação da Ambev para cada processo de retificação de nome realizado à Casa Neon Cunha, ONG que acolhe pessoas da comunidade LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade. De acordo com a divulgação do projeto, a doação será enviada à organização, onde uma divisão proporcional será realizada a fim de ajudar o maior número possível de pessoas.

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Um guia de apoio para as pessoas trans e travestis também foi desenvolvido, com conteúdo especial para auxiliar a jornada de tal população diante de desafios práticos. “Na Ambev, respeito e empatia são valores inegociáveis para que a gente possa transformar vidas para além do nosso ecossistema. Afinal, ser quem você é te dá liberdade para criar, inovar, discutir e engajar seus planos e movimentos na companhia”, afirmou Michele Salles, Head de Diversidade, Inclusão e Saúde Mental da Ambev.

A empresa tem em sua equipe cerca de 100 funcionários trans ou travestis

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A página Universa, do Uol, conversou com Issabela Reis que, aos 25 anos, trabalha como como Analista de Gente & Gestão na empresa, e que chegou a começar a alteração de seu nome através de programas do governo, mas entrou para o programa “Me Chame Pelo Meu Nome” para concluir todos os documentos. “Essa é uma questão muito humanitária do corpo trans, de enxergar a possibilidade da nossa existência. Me senti humana”, afirmou Issabela.

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A empresa já permite que o nome retificado seja utilizado em todas as plataformas e necessidades internas da empresa. “Me senti visibilizado e surpreso por haver uma empresa que, de fato, promove uma política de pertencimento as minorias”, afirmou Felipe Ferreira de Barros, Analista de Insumos da Ambev, que se descobriu um homens trans há 5 anos. “Quando tive a oportunidade de ter meus documentos retificados pela Ambev senti alívio, esperança e acolhimento por parte de todos.”

A campanha inclui o desenvolvimento de um guia e doações a uma ONG

A campanha inclui o desenvolvimento de um guia e doações a uma ONG

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