Ciência

Dragão da morte: fósseis foram descobertos durante escavação na Argentina

13 • 06 • 2022 às 10:07 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Duas ossadas da maior espécie de pterossauro já encontrada na América do Sul, intitulada Thanatosdrakon amaru ou, em grego, “dragão da morte”, foram descobertas na província de Mendoza, na Argentina. Os fósseis de dois pterossauros da família azhdarchids, que viveram no período Cretáceo, entre 46 milhões e 66 milhões de anos atrás, foram desenterrados durante as obras para realização de um projeto de construção civil na região da formação geológica de Plottier,

Parte dos ossos dos dois maiores pterossauros já encontrados no continente

Parte dos ossos dos dois maiores pterossauros já encontrados no continente

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Os pterossauros eram répteis voadores do período Mesozóico, e as ossadas encontradas são de animais que mediam cerca de 7 metros e 9 metros de comprimentos. De acordo com o estudo, publicado na revista Cretaceous Research, os fósseis estavam em estados diferentes de conservação, com um deles completo com ossos dos braços, pés e vértebras dorsais, e outro com apenas fragmentos dos dedos do pé, pelve, fêmur e antebraço.

Representação artística do Thanatosdrakon amaru

Representação artística do Thanatosdrakon amaru

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“Os azhdarchids eram conhecidos por seus crânios muito grandes — às vezes maiores que seus corpos — bem como seus pescoços hiperalongados e corpos curtos e robustos”, contou Leonardo D. Ortiz David, principal autor do estudo. Os paleontólogos envolvidos na expedição concluíram que os dois dragões da morte morreram juntos há cerca de 86 milhões de anos, e um deles era mais jovem que o outro, mas não é possível concluir se pertenciam à mesma família.

A posição dos ossos descobertos no corpo dos animais

Diagrama da posição dos ossos descobertos no corpo dos animais

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“Desde o início, dois fatos nos chamaram a atenção: o primeiro foi o tamanho dos restos mortais e sua preservação em três dimensões, uma condição incomum nesse grupo de vertebrados; o segundo foi a quantidade de restos encontrados no local, já que pterossauros gigantes são conhecidos apenas de restos fragmentários (com algumas exceções)”, comentou David. As ossadas foram enviadas para o Laboratório e Museu de Dinossauros da Universidade Nacional de Cuyo, em Mendoza, onde moldes dos ossos foram produzidas para serem colocadas em exposição, preservando os fósseis descoberto.

O paleontólogo Leonardo D. Ortiz David, que liderou a expedição, diante de representação 3D do animal

O paleontólogo Leonardo D. Ortiz David diante de representação 3D do Thanatosdrakon amaru

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© fotos 1, 3, 4: Leonardo D. Ortiz David/reprodução

© foto 2: Universidad Nacional de Cuyo


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