Criatividade

Einstein, Da Vinci e Steve Jobs: dislexia era uma condição comum a algumas das grandes mentes do nosso tempo

29 • 06 • 2022 às 10:14
Atualizada em 01 • 07 • 2022 às 10:21
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

A nossa sociedade possui uma grande dificuldade em reconhecer capacidades de mentes neurodivergentes. A dislexia, assim como o autismo e o transtorno de déficit de atenção, se enquadra no campo da neurodivergência e a história prova que muitos disléxicos são geniais.

A dislexia se define pela “perturbação na aprendizagem da leitura pela dificuldade no reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos e os fonemas, bem como na transformação de signos escritos em signos verbais”, segundo os dicionários. De forma mais prática, pela dificuldade em assimilar a ortografia.

– Comic Sans: fonte incorporada pelo Instagram facilita leitura de pessoas com dislexia

Albert Einstein, criador da teoria da relatividade, era disléxico

Cerca de 20% da população adulta possui algum tipo de dislexia. E entre os grandes nomes da história que tinham problemas com a ortografia estavam Leonardo da Vinci, Albert Einstein, Steve Jobs, entre outros. E a partir disso que uma pesquisa de cientistas do Reino Unido procurou entender os benefícios da dislexia na sociabilidade e na inteligência exploratória.

“A visão da dislexia centrada no déficit não está contando toda a história”, disse a principal autora, Dra. Helen Taylor, da Universidade de Cambridge. “Esta pesquisa propõe uma nova estrutura para nos ajudar a entender melhor as forças cognitivas das pessoas com dislexia”, afirmou em comunicado.

Entre outros nomes da história com dislexia estão Abraham Lincoln, John Kennedy e George Washington, históricos presidentes dos EUA.

O estudo mostrou que a inteligência exploratória, criativa e social de pessoas com dislexia é maior do que a da média da população.

A pesquisa sugere uma nova abordagem cognitiva para a dislexia. “Escolas, institutos acadêmicos e locais de trabalho não são projetados para aproveitar ao máximo o aprendizado exploratório”, completa Taylor. “Mas precisamos urgentemente começar a nutrir essa maneira de pensar para permitir que a humanidade continue a se adaptar e resolver os principais desafios.”

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Fotos: Domínio Público Foto 1: © Getty Images


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