Viagem

O impacto global que a ausência dos turistas chineses pode causar após restrições sanitárias

13 • 06 • 2022 às 10:13
Atualizada em 15 • 06 • 2022 às 09:27
Yuri Ferreira
Yuri Ferreira   Redator Jornalista formado na Escola de Jornalismo da Énois. Já publicou em veículos como The Guardian, UOL, The Intercept, VICE, Carta e hoje escreve aqui no Hypeness.

O Brasil não é um local recorrente para os turistas chineses, mas quem pisou na Europa ou nos EUA na última década com certeza já viu uma trupe de viajantes oriundos da China.

– Covid-19: como é a política de tolerância zero que vem provocando revolta na China

Antes da pandemia, os turistas chineses eram os principais agentes do mundo das viagens globais. Contudo, a partir das restrições para contenção da covid-19 no país, o mercado internacional de viagens acabaram sendo bloqueado pelo governo chinês.

Restrições de covid-19 desaceleraram atividade do turismo chinês e efeito colateral é fortalecimento do mercado doméstico de viagens no maior país do planeta

Por conta da “política de covid zero” do país, que já causou problemas na cadeia global de produção de diversos produtos, o governo busca limitar o mercado de turismo para viagens internas. Vôos domésticos na China são extremamente lucrativos, mas este mercado também está caindo, o que resultou na saída da empresa AirBnb do país.

Para se ter uma ideia, há dez anos atrás, os viajantes chineses estavam gastando US$ 100 bilhões em viagens internacionais, tornando-os os maiores gastadores de turismo do mundo.

Em 2019, os viajantes chineses fizeram 155 milhões de viagens ao exterior, com Japão e Tailândia como principais destinos, e gastaram cerca de US$ 255 bilhões, ou 20% de todos os gastos com turismo internacional, segundo a Organização Mundial do Turismo. Contudo, depois da pandemia, esse número caiu drasticamente, impactando de forma profundo o mercado internacional.

-Covid: como pandemia se desenvolve em outros países que afrouxaram medidas

A medida de fortalecimento do mercado interno é uma estratégia do governo chinês, que vê nos seus 1,6 bilhão de habitantes uma oportunidade para desenvolver ainda mais sua economia e reduzir sua dependência do resto do planeta. Além disso, a medida é importante para fortalecer o remimbi, principal moeda do país.

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Fotos: © Getty Images


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