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Americano morre de asfixia após cobra de estimação se enrolar em seu pescoço

26 • 07 • 2022 às 13:06 Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Elliot Senseman, de 27 anos, foi morto por uma cobra após a víbora asfixiá-lo em seu apartamento. O homem, que mantinha várias serpentes de estimação em sua casa, foi vítima de sua própria criação.

O estadunidense de Lehigh, na Pensilvânia, EUA, cuidava de animais peçonhentos e cobras constritoras como um hobby e acabou falecendo após uma víbora se revoltar contra ele.

Homem à direita da foto colecionava cobras e foi morto por víbora

Quando os policiais chegaram à casa de Eliot, encontraram o homem com uma cobra de 5,5 metros enrolada em seu pescoço.

“Uma jiboia se contraiu ao redor do pescoço do senhor Senseman, causando assim a lesão cerebral anóxica (completa falta de oxigênio no cérebro)”, disse o laudo do legista que averiguou o caso.

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Eliot chegou à chamar a polícia antes de morrer. As autoridades ainda mataram o animal que vivia em um cativeiro para tentar salvar o criminoso, mas ele não sobreviveu à asfixia.

“A parte central da cobra estava enrolada na garganta. A cabeça da cobra estava longe o suficiente da vítima que o policial tomou uma decisão em uma fração de segundo e ele começou a atirar na cabeça da cobra”, disse o tenente Peter Nickischer, do Departamento de Polícia de Upper Macungie Township, de acordo com afiliada da rede ABC.

O caso relembra que o cuidado de animais silvestres em casa é extremamente arriscado e inadequado para os animais, que deem viver em seus habitats naturais. Relembramos também o caso de Pedro Krambeck, brasileiro que traficava serpentes selvagens e foi picado por uma naja em Brasília no ano passado.

O tráfico de animais e o colecionismo é avaliado como uma prática arriscada pelo jornalista Dener Giovanini, coordenador ONG Renctas, que há 20 anos trabalha para proteger e conservar a biodiversidade brasileira através do combate ao tráfico de animais silvestres.

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“Geralmente são jovens da classe média alta, pessoas de maior poder aquisitivo. Muitos afirmam que é um hobbie e não encaram como uma atividade ilegal. E como todo “colecionismo”,  vemos uma disputa para ver quem possui o animal mais caro ou raro. E, agora, tem crescido essa disputa de quem possui o animal mais perigoso, o mais venenoso. Isso é muito preocupante porque traz sérias consequências ambientais, sociais e de saúde”, afirmou o especialista ao jornal Folha de Londrina.

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Fotos: Reprodução/Polícia de Lehigh


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