Ciência

Comparação das fotos do Webb e do Hubble lado a lado mostra a diferença do novo telescópio

18 • 07 • 2022 às 10:11
Atualizada em 20 • 07 • 2022 às 09:50
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Se as primeiras imagens registradas pelo telescópio James Webb encantaram a comunidade astronômica pela nitidez e a profundidade com que o equipamento é capaz de fotografar o universo, quando comparadas com fotos tiradas pelo antigo telescópio Hubble, o encanto se transforma em espanto. A diferença na qualidade e na riqueza de detalhes dos mesmos corpos celestes fotografados pelos dois telescópios oferece a dimensão da revolução que o James Webb representa para a astronomia.

O telescópio Hubble, à esquerda, e o novo telescópio James Webb, à direita

O telescópio Hubble, à esquerda, e o novo telescópio James Webb, à direita

-Meteorito atinge telescópio espacial James Webb e provoca danos

As comparações começaram pelo próprio perfil da Nasa no Twitter, mostrando o aglomerado de galáxias SMAC 0723. “Veja o mesmo local, visto pelo Hubble, em 2017. Webb foi capaz de capturar a imagem em menos de um dia, enquanto isso, imagens de campo profundo similares da Hubble podem levar múltiplas semanas”, diz o tweet. A nova imagem mostra o conjunto de galáxias localizado a 5 bilhões de anos-luz de distância da Terra com nitidez extrema e explosão de cores comparada à foto de 5 anos atrás.

SMAC 0723 fotografado pelo Hubble

SMAC 0723 fotografado pelo Hubble

SMAC 0723 fotografado pelo James Webb

SMAC 0723 fotografado pelo James Webb

-Imagem de estrela morta captada pelo Hubble é tão mágica que parece ficção

Em outras comparação a diferença é igualmente notável, como nas fotos da nebulosa Carina, a cerca de 8.500 anos-luz da Terra, ou do Quinteto de Stephan, grupo de cinco galáxias na constelação de Pegasus, a uma distância entre 39 e 340 milhões de anos-luz.  A comparação entre as fotos da Nebulosa do Anel Sul é também gritante: a imagem registrada pelo Hubble da nuvem de poeira e gases a 2.000 anos-luz parece hoje borrada e sem foco se comparada à nova foto.

A nebulosa Carina fotografada pelo Hubble

A nebulosa Carina fotografada pelo Hubble

A nebulosa Carina fotografada pelo James Webb

A nebulosa Carina fotografada pelo James Webb

A Nebulosa do Anel Sul capturada Hubble

A Nebulosa do Anel Sul capturada pelo Hubble

A Nebulosa do Anel Sul capturada pelo James Webb

A Nebulosa do Anel Sul capturada pelo James Webb

-Universo tem 5ª dimensão com modelo complementar ao do Big Bang, aponta estudo de brasileiro

Reveladas recentemente pela Nasa como a abertura de um novo capítulo da história da astronomia, as imagens tiradas pelo telescópio James Webb mostram como os corpos celestes fotografados eram há cerca de 4,6 a 13 bilhões de anos, próximo ao período do Big Bang, ocorrido há 13,8 bilhões de anos. As comparação não são por acaso: projetado para registrar o universo em profundidade e distância temporal nunca alcançadas, um dos objetivos do James Webb é justamente ir além das capacidades do Hubble, e enxergar e registrar aquilo que o antigo telescópio não era capaz.

O Quinteto de Stephan registrado pelo Hubble

O Quinteto de Stephan registrado pelo Hubble

O Quinteto de Stephan registrado pelo James Webb

O Quinteto de Stephan registrado pelo James Webb

Publicidade

© fotos: NASA/reprodução


Canais Especiais Hypeness