Futuro

Educação sexual nas escolas: 73% dos brasileiros são a favor; entenda pesquisa do Datafolha

06 • 07 • 2022 às 09:50
Atualizada em 08 • 07 • 2022 às 10:20
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Para 73% dos brasileiros a educação sexual deve fazer parte do currículo escolar, com 80% da população defendendo que as escolas possam promovem o direito das pessoas viverem sua sexualidade com liberdade. Essas são algumas das muitas importantes conclusões que uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha alcançou, ao redor da opinião da população brasileira sobre temas ligados à educação.

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De acordo com a pesquisa, 25% dos brasileiros não desejam que a educação sexual seja assunto dentro das escolas. A respeito das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), 96% concordam que a escola deve oferecer informações sobre o tema, 3% discordam e 1% não sabe. 91% dos participantes acreditam que a escola ajuda a prevenir abuso sexual de crianças e adolescentes, enquanto 8% discordam e 1% não sabe.

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Ainda no tema do ensino e debate da sexualidade dentro de sala de aula, 47% dos ouvidos concordam totalmente que a escola está mais preparada que os pais para explicar temas como puberdade e sexualidade, diante de 24% que concordam em parte, 1% que não concorda nem discorda, e outro 1% que não sabe. 66% dos brasileiros concordam totalmente que as escolas devem promover o direito das pessoas viverem sua sexualidade livremente, sejam heterossexuais ou LGBTs, com 14% concordando em parte, 1% não concordando nem discordando, e 1% sem saber.

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Temas como respeito religioso, racismo também foram tratados pelo levantamento: 90% dos brasileiros concordam totalmente com a afirmação de que a discriminação racial tem que ser discutida pelos professores na escola, enquanto 9% concordam em parte, e 9% discordam. Sobre a escola ter de respeitar toda crença religiosa, incluindo candomblé, umbanda e pessoas que não possuem religião, o resultado da pesquisa apontou que 86% concordam totalmente, 7% concordam em parte, e 6% discordam.

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Por fim, a relação entre a escola e as estruturas militares também foi abordada: 57% dos participantes preferem uma escola organizada e com boa estrutura do que uma escola militar, com 16% concordando em parte com a frase, 13% discordando totalmente, e 9% discordando parcialmente. Já 56% dos pesquisados concordaram que confiam mais em professores do que em militares para trabalharem em escolas, com 16% concordando parcialmente, 23% discordando, 3% não concordando nem discordando, e 2% sem saber.

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Intitulado “Educação, Valores e Direitos”, o levantamento conclui, portanto, que a população brasileira possui opiniões em sua maioria progressistas sobre educação. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 8 e 15 de março de 2022, com 2.090 brasileiros com idades a partir de 16 anos, em 130 municípios de todo o país, em estudo encomendado pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e pela Ação Educativa. O resultado apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, e foi divulgado no dia 3 de julho pelo jornal Folha de S. Paulo.

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© fotos 1, 2: Getty Images

© foto 3: PxHere


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