Ciência

Especialistas analisam vestígios de câncer em múmia egípcia de 2 mil anos

15 • 07 • 2022 às 16:14
Atualizada em 15 • 07 • 2022 às 16:15
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Pesquisadores da Universidade de Varsóvia, na Polônia, estão investigando a possibilidade de uma múmia egípcia ter sido vitimada por um câncer. Os pesquisadores já sabem que o cadáver tinha tumores nos ossos, mas ainda precisa estudar mais o material coletado para dar certeza sobre o diagnóstico de câncer.

Esta múmia foi roubada do Egito pelo pesquisador polonês Jan Wężyk-Rudzki e é estudada no chamado projeto ‘Múmia de Varsóvia’. Os pesquisadores descobriram recentemente que ela tinha entre 20 e 30 anos de idade quando morreu. Era uma mulher e estava grávida quando foi mumificada.

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“Apresentado aqui está o único exemplo conhecido de uma mulher grávida mumificada e as primeiras imagens radiológicas desse feto”, escreveram os cientistas no artigo científico que anunciou o achado, no ano passado.

Agora, os indícios de que se trata de uma vítima de câncer surpreende ainda mais os cientistas. Os estudos estão sendo comandados por Rafał Stec, professor de Oncologia da Universidade de Varsóvia.

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“Em primeiro lugar, temos alterações inusitadas nos ossos da nasofaringe, que, segundo os especialistas em múmias, não são típicas do processo de mumificação”, explicou através de comunicado. “Em segundo lugar, as opiniões dos radiologistas com base na tomografia computadorizada indicam a possibilidade de alterações tumorais nos osso”, completou o especialista.

Agora, os pesquisadores estimam fazer análises mais profunda sobre os possíveis tumores para conseguir estabelecer com precisão as alterações tumorais encontradas pelos pesquisadores.

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“Por enquanto suspeita-se de um tumor maligno, e o único diagnóstico certo é possível após um exame histopatológico, que daria 100% de certeza”, completou.

Essa descoberta não seria rara; o câncer era relativamente comum no antigo Egito e casos da doença na região nasofaríngea.

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Fotos: Divulgação/Universidade de Varsóvia


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