Debate

Fonoaudióloga é acusada de xingar crianças autistas e forjar atendimentos

15 • 07 • 2022 às 13:26
Atualizada em 15 • 07 • 2022 às 14:39
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Diversas mães denunciam a fonoaudióloga Bianca Rodrigues Lopes Gonçalves, de Duartina (SP), por maus-tratos e tortura contra crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em prints de conversas de WhatsApp, a mulher chama seus pacientes de “filhos da p*ta”, e afirma que as crianças são “demônios”.

Fonoaudióloga está sendo investigada por torturar crianças com TEA

Ex-funcionárias de Bianca denunciam o comportamento agressivo da fonoaudióloga e confirmam as denúncias apresentadas pelas mães à Polícia Civil.

“Quando presenciei a olho nu, eu falei para a minha chefe, a que havia me contratado como acompanhante, que não queria trabalhar mais lá. Ainda fiquei na clínica quase um mês para registrar esses momentos. O que eu presenciei nunca vou tirar da cabeça. Não tem sentimento pior. Fiz tudo pelas crianças”, disse a ex-funcionária ao G1.

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Mães denunciam que Bianca torturava seus pacientes filhos. Como sua abordagem envolvia o isolamento entre crianças e seus pais, muitas vezes não se sabia o que acontecia entra as crianças e a fonoaudióloga. Os relatos são de agressão com tapas, socos e até isolamento solitário em uma sala específica.

As crianças apareciam com as calças molhadas de urina e até sem roupa depois de sair dos atendimentos. Uma mãe relata que seu filho afirmou ter recebido um tapa da fonoaudióloga.

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“É muito difícil, eu sei de onde o meu filho veio, sei o que ele passou para chegar onde está. É uma criança que não sabe falar, que não sabe se expressar. Ele é extremamente vulnerável. O tapa doeu muito mais em mim. Desumano”, lamentou, em anonimato, ao G1.

A polícia investiga o caso como crime de tortura, que tem pena de prisão estipulada de dois a oito anos.

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Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal


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