Diversidade

Geledés: série sobre instituto da mulher negra criado por Sueli Carneiro ganha 1º trailer

22 • 07 • 2022 às 09:59
Atualizada em 24 • 07 • 2022 às 20:17
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Foi lançado o trailer da websérie “Geledés – Caminhos e Legados”, que contará a história do Geledés – Instituto da Mulher Negra, criado também pela filósofa, escritora e ativista Sueli Carneiro ao lado de outras mulheres em 1988.

A série é parte das comemorações pelos 34 anos do instituto, e o primeiro episódio chegará ao Youtube do instituto no dia 25 de julho.

Detalhe do cartaz da websérie

Detalhe do cartaz da websérie “Geledés – Caminhos e Legados”

A história de Geledés

A websérie documental tem direção de Day Rodrigues e produção executiva de Duas Rainhas, e se dividirá em seis episódios de aproximadamente dez minutos para contar a história de Geledés, resgatar sua memória institucional, que se mistura à própria história do movimento negro no Brasil. “Geledés – Caminhos e Legados” virá com concepção de Sueli Carneiro, que é coordenadora executiva do Instituto e do Centro de Documentação e Memória Institucional.

O Instituto foi fundado em 30 de abril de 1988 como uma “organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e negros por entender que esses dois segmentos sociais padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigente na sociedade brasileira”, diz o site da instituição.

Assim, a ideia da série é promover uma reflexão sobre o legado das ações e projetos, pra que a memória e a luta passem para próximas gerações.

A filósofa, escritora e ativista Sueli Carneiro, uma das criadoras da instituição

A filósofa, escritora e ativista Sueli Carneiro, uma das criadoras da instituição

“Geledés foi fundado por dez mulheres negras no momento de redemocratização do Brasil, em 1988, quando o movimento negro estava se consolidando. Essas mulheres, de maneira autônoma, se apoiaram na ideia da irmandade, inclusive ao idealizar a instituição pela origem iorubá da palavra Geledés”, afirmou a diretora Day Rodrigues.

Os episódios contaram com participação de nomes como Antonia Aparecida Quintão, presidenta de Geledés, da deputada estadual Erica Malunguinho, da cantora, compositora e deputada estadual Lecy Brandão, da rapper Sharylaine, da pesquisadora e ativista Winnie Bueno, e muitas mais.

Cartaz comemorativo pelos 34 anos do Instituto

Cartaz comemorativo pelos 34 anos do Instituto

Dentro dos diversos temas que perpassam a questão racial e de gênero e o combate a toda discriminação, o Geledés desenvolve projetos e busca monitorar em seu Portal o debate público ao redor de tais temas no Brasil e no mundo.

Os episódios tratarão justamente desses tantos universos que se desdobram da luta do instituto, como as ações afirmativas, a memória institucional, as publicações, a revista Pode Crê. direitos humanos, e mais.

A diretora Day Rodrigues ao lado de Sueli

A diretora Day Rodrigues ao lado de Sueli

“Mais de trinta anos depois da fundação, a gente está numa crise política, por conta de um governo que não se responsabiliza por políticas públicas para combater as desigualdades no Brasil, principalmente as desigualdades raciais”, diz Rodrigues.

“Se a gente não pensar em políticas de preservação, não tem como garantir direitos para as próximas gerações com este Estado racista, patriarcal. Então, esse registro é importante para dar continuidade a essa história”, conclui a diretora. O canal de Youtube do Geledés pode ser acessado aqui.

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© fotos 1, 3: Portal Geledés/reprodução

© foto 2: Wikimedia Commons

© foto 4: Cat Tenório/Instagram/@dayrodrigues_art/reprodução

 


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