Fotografia

NASA: detalhes da imagem mais profunda já feita do universo serão divulgados em breve

06 • 07 • 2022 às 09:50
Atualizada em 08 • 07 • 2022 às 10:20
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Em breve a Nasa irá lançar a mais profunda imagem já registrada do universo, capturada pelo telescópio James Webb. O anúncio trouxe expectativa entre astrônomos e foi feito por Bill Nelson, administrador da agência espacial estadunidense, durante coletiva de imprensa realizada no Instituto de Ciências do Telescópio Espacial, em Baltimore: segundo Nelson, as primeiras imagens serão disponibilizadas no dia 12 de julho.

Foto tirada pelo Hubble, contendo cerca de 10,000 galáxias formando o universo

Foto tirada pelo Hubble, contendo cerca de 10,000 galáxias formando parte do universo

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De acordo com a divulgação, a imagem é o início de um trabalho profundo de ampliação das perspectivas de estudo do universo promovida pelo telescópio, o mais potente já lançado ao espaço. “Se pensarmos bem, é mais longe do que a humanidade jamais alcançou, e estamos apenas começando a compreender o que Webb pode e irá fazer”, afirmou o gestor. Segundo Nelson, o equipamento irá explorar objetos no Sistema Solar e nas atmosferas de exoplanetas orbitando outras estrelas, trazendo “dicas” de atmosferas “potencialmente similares à nossa”.

O imenso espelho primário do telescópio espacial James Webb

O imenso espelho primário do telescópio espacial James Webb

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O telescópio espacial James Webb custou 10 bilhões de dólares para ser desenvolvido, e foi lançado em dezembro do ano passado com a missão de explorar o cosmos e estudar a história do universo indo mais longe do que jamais conseguimos chegar. Orbitando o Sol a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, seu imenso espelho primário, somado aos instrumentos infravermelhos que permitem que o telescópio “enxergue” através de poeira e gás pelas profundezas do espaço, em missão que deverá durar 10 anos.

O momento da decolagem do foguete Ariane 5, em dezembro de 2021, que levou o James Webb

O momento da decolagem do foguete Ariane 5, em dezembro de 2021, que levou o telescópio

O James Webb já no espaço, visto de baixo, minutos após se desconectar e iniciar sua missão

O James Webb já no espaço, visto de baixo, minutos após se desconectar e iniciar sua missão

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 “Ele pode responder algumas perguntas que nós temos: De onde viemos? O que mais tem lá fora? Quem nós somos? E é claro, vai responder algumas perguntas que nós ainda nem sabemos quais são”, completou Nelson. Até o momento, as mais antigas observações cosmológicas retornaram a 330 milhões de anos do Big Bang, ocorrido há cerca de 13,8 bilhões de anos, mas a expectativa é que o Webb consiga superar esse marco com facilidade, revelando aspectos jamais descobertos da história e das características do universo.

Detalhe de outro registro feito pelo Hubble em 2018, mostrando parcialmente 15 mil galáxias

Detalhe de outro registro feito pelo Hubble em 2018, mostrando parcialmente 15 mil galáxias

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© fotos 1, 4, 5: Wikimedia Commons

© foto 2: NASA/reprodução

© foto 3: Getty Images


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