Ciência

Pela 1ª vez pesquisadores conseguem sequenciar DNA de vítima petrificada de Pompeia

12 • 07 • 2022 às 09:56
Atualizada em 13 • 07 • 2022 às 16:34
Redação Hypeness
Redação Hypeness Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

No ano de 79 antes de Cristo, a cidade de Pompeia desapareceu petrificada devido à erupção do Vesúvio, um vulcão enorme na península italiana. Graças a esse fenômeno, diversos registros sobre a vida no Império Romano estão conservadas de forma quase intacta.

Cientistas de diversas universidades e centros de pesquisa europeus se reuniram para descobrir como era o DNA das pessoas que viveram e morreram no trágico acidente de Pompéia.

Uma vítima petrificada do Vesúvio achada em Pompeia; essa não é a pessoa do estudo aqui noticiado

Eles escolheram um homem que foi encontrado na ‘Casa Del Fabbro’, um sítio arqueológico descoberto apenas em 1914. Haviam três pessoas na residência, e elas estavam bebendo e almoçando, no que aparentava ser um momento de total descontração.

Na verdade, isso é extremamente recorrente entre os mortos pelo Vesúvio. “Mais da metade dos indivíduos encontrados em Pompeia morreram dentro de suas casas, indicando um desconhecimento coletivo da possibilidade de uma erupção vulcânica ou que o risco foi minimizado devido aos tremores de terra relativamente comuns na região”, explicam os autores no artigo, que foi publicado na Nature.

– Herculano: a vizinha de Pompeia que sobreviveu ao vulcão Vesúvio

A partir de um osso petrificado, esses pesquisadores conseguiram extrair e sequenciar o DNA de uma das vítimas do acidente.

O que se descobriu é que a linhagem genética do homem falecido naquela época era extremamente parecida com a de um italiano médio que mora na região central do país. Na verdade, também foram encontrados partes de DNA usualmente encontrados na atual Sardenha, o que indica que ele poderia ser um imigrante.

Além disso, a análise de DNA conseguiu também mostrar que o homem sofria com um tipo de tuberculose rara. “Participar de um estudo como este foi um grande privilégio, Pompéia é um contexto único em todos os pontos de vista, o antropológico permite estudar uma comunidade humana envolvida em um desastre natural”, disse Gabriele Scorrano, professor assistente de geogenética na Universidade de Copenhague e principal autor do estudo.

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Fotos: © Getty Images


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