Sustentabilidade

Pescador se desespera ao ser ‘perseguido’ por baleia: especialistas explicam comportamento de jubarte

22 • 07 • 2022 às 15:06 Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Um pescador que navegava com sua embarcação pelas águas de Arraial do Cabo, na região dos Lagos do Rio de Janeiro, foi “perseguido” por uma baleia jubarte.

Durante o vídeo, Paulo Roberto de Freitas, de 60 anos, narra o incidente, e é possível ver a baleia nadando ao lado do barco: “Oh, Jesus. Acelera, Celso. Acelera aí se não vai dar ruim”, diz o pescador, mais conhecido como Palu, para um de seus dois companheiros de pesca.

A baleia "apostou corrida", mergulhando ao lado do barco

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‘Bagulho tá doido’

A cena remeteu à mais fina literatura como em “Moby Dick”, de Herman Melville, e aconteceu na última segunda-feira, 18 de julho.

“Bagulho tá doido”, diz, no vídeo, o pescador e narrador, que afirma que a baleia estava “querendo atacar” o barco, para dar “outra porrada”, já que teria, segundo Palu, anteriormente atingido a embarcação. Em reportagem do G1, o homem relatou que já havia cruzado com outras baleias em suas pescarias pela região, mas nunca tinha vivido situação parecida.

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“Fiquei apavorado, eu nunca vi levantando o barco, ela era muito grande. Nunca passei por isso, a baleia colocando a gente pra correr”, diz o pescador.

De acordo com seu relato, eles estavam com a linha de pesca na água quando o animal entrou embaixo do barco: “Na hora eu fiquei em pânico. Cabeça pra um lado, rabo pro outro e a gente não podia engatar pra não machucar ela”, diz Palu, que temeu que a baleia pudesse virar seu barco.

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Segundo especialistas ouvidos pelo G1, esse é um comportamento típico de baleias em migração solitária: a Jubarte é um animal especialmente curioso, e pode ter se aproximado e seguido os pescadores atrás de alimentos, mas também para simplesmente averiguar a embarcação.

Eles ainda lembraram que, por mais assustador que seja um encontro com um animal tão grande, a baleia não ataca, e a orientação é de manter o motor em ponto morto, não acelerar para evitar possíveis acidentes ou ferimentos, e só seguir viagem quando o animal já estiver afastado.

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© fotos: Twitter/@favelacaiunofa1/reprodução

 


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