Arte

Primeiro museu dedicado ao ‘steampunk’ abre as portas na Transilvânia, terra do Drácula

12 • 07 • 2022 às 09:52
Atualizada em 18 • 07 • 2022 às 10:54
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

O primeiro museu dedicado ao estilo steampunk foi inaugurado em local que não poderia ser mais apropriado: a Transilvânia, região da Romênia onde se passa a lenda do Conde Drácula, o mais famoso vampiro da literatura. Chamado Steampunk and Fantasy House, o projeto tem como objetivo convidar o visitante a mergulhar nesse subgênero da ficção científica, e ampliar o interesse do público, oferecendo uma “experiência motivacional inesquecível” para quem “ousar sonhar e criar”.

Relógios e máquinas a vapor são parte essencial da curiosa estética apresentada no museu

Relógios e máquinas a vapor são parte essencial da curiosa estética apresentada no museu

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Pra quem sabe não do que se trata o steampunk, pode começar assistindo filmes como Blade Runner, Van Helsing, Steamboy ou De Volta Para o Futuro 3, e irá reconhecer um estilo que reúne passado e futuro, o concreto e o fantástico em uma mesma realidade. Surgido nos anos 1980, o subgênero também aceita temáticas distópicas e fantasias em geral em seu contexto, que mistura, por exemplo, tecnologias antigas e futuristas, como computadores de madeira ou máquinas do tempo movidas a vapor: esse é o contexto fantástico que o museu na Transilvânia explora.

Passado e futuro se misturam em uma realidade paralela no estilo steampunk

Passado e futuro se misturam em uma realidade paralela no estilo steampunk

Uma destiladora de absinto

Uma destiladora de absinto

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O estilo representado é inspirado diretamente nos universos criados pelo trabalho de grandes mestres da literatura de ficção científica, como Júlio Verne e H. G. Wells. “Com a ajuda de muitos artistas incríveis, nós criamos uma experiência de outro mundo, que mergulha no maravilhoso mundo do steampunk”, diz a apresentação do projeto, em matéria no site Bored Panda. “Somente aqui você encontra uma máquina do tempo, diversas armas steampunk, como um lança-chamas até um sabre de luz no estilo, um laboratório de alquimia, um raio-X steampunk, e muitas mais”.

As obras expostas são de artistas do mundo todo - e a maioria está à venda

As obras expostas são de artistas do mundo todo – e a maioria está à venda

Muitas peças são interativas no museu steampunk da Transilvânia

Muitas peças são interativas no museu steampunk da Transilvânia

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Diversas máquinas expostas são interativas, e permitem ao visitante de fato “entrar” e participar do universo steampunk. Parte dos trabalhos é permanente, mas muitas obras são exposições itinerantes, que podem inclusive ser compradas no museu. “Muitas pessoas criam objetos fantásticos e os guardam em casa, mostrando somente para amigos ou postando nas redes sociais. Nós realmente acreditamos que essas obras devem ser vistas pelas pessoas de perto”, diz o texto. O Steampunk and Fanstasy House funciona na Transivânia, e o site do museu pode ser acessado aqui.

Natureza e tecnologia também podem se misturar na imaginação do steampunk

Natureza e tecnologia também podem se misturar na imaginação da estética steampunk

A literatura fantástica de Júlio Verne ou H. G. Wells também é parte do repertório

A literatura fantástica de Júlio Verne ou H. G. Wells também é parte do repertório

Um laboratório de alquimia exposto no museu

Um laboratório de alquimia exposto no museu

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